domingo, 15 de julho de 2018
Cinema
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Há 50 anos era lançado o filme ‘O bebê de Rosemary’

André Luiz Maia / 12 de junho de 2018
Foto: Divulgação
Se hoje há uma onda de filmes de terror que apostam na criação de ambiência quase claustrofóbica, sem recorrer a recursos baratos como os jump scares, muito se deve a O Bebê de Rosemary. O clássico de Roman Polanski completa 50 anos de lançamento nesta terça-feira (12), apresentado originalmente em 12 de junho de 1968 nos cinemas americanos.

A história de uma mulher que possui uma gravidez conturbada por gestar em seu ventre a própria cria do demônio foi um dos primeiros do gênero a assustar não pela presença física de monstros, mas sim pelo verdadeiro desespero circunstancial vivido pela protagonista que dá título à obra.

A história gira em torno de Rosemary e Guy. Casados e buscando um local para morar, o sonho de consumo dos dois é um apartamento no edifício Bramford, disputado residencial de Nova York. Um dia, Rosemary recebe uma ligação, informando que havia vagas.

Hutch, amigo do casal, começa a tentar convencê-los a desistir da ideia, já que o local possui uma série de relatos escabrosos sobre assassinatos, canibalismo e satanismo.

Inevitavelmente, Guy e Rosemary acabam em Bramford, começando então uma escalada de horrores, culminando em uma gravidez acompanhada atentamente pelo estranho casal de idosos que moram ao lado.

Em momento algum, o bebê do título nos é mostrado. Mais do que visualizarmos a figura, os efeitos que sua presença no ventre de Rosemary a causa e os episódios macabros que envolvem o casal já são o bastante para provocar pânico em quem assiste ao filme até hoje.

Produção não foi tranquila

O filme foi dirigido por Roman Polanski, um nome controverso hoje em dia por conta das acusações de pedofilia e abuso sexual. No entanto, na época, antes mesmo de qualquer tipo de especulação, a produção de O Bebê de Rosemary não foi tranquila.

Perfeccionista, Polanski chegou a refilmar as mesmas cenas inúmeras vezes, esticando o orçamento de US$ 1,9 milhões (um valor elevado para a época) para US$ 2,3 milhões. Os métodos pouco ortodoxos do diretor também causaram desconforto.

Em uma das cenas, Mia Farrow, intérprete de Rosemary, foi orientada por Roman Polanski a atravessar com o sinal aberto uma rua movimentada de Nova York caracterizada como sua personagem, usando um enchimento de barriga para simular a gravidez. A cena está no filme, registrada pelo próprio Polanski com uma câmera portátil.

Mia, outro nome relacionado a polêmicas, na época era uma jovem de apenas 22 anos. Seu nome foi escalado para a produção por conta de sua alta popularidade na televisão pela participação no seriado Peyton Place e seu casamento súbito com o cantor Frank Sinatra.

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