domingo, 24 de janeiro de 2021

Cinema
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Guardiões da Galáxia – Vol. 2′, os heróis têm o desafio de manter o grande sucesso

André Luiz Maia / 27 de abril de 2017
Foto: Divulgação
Depois do sucesso inesperado de Guardiões da Galáxia em 2014, as expectativas em torno de uma sequência foram às alturas. Hoje, o público poderá conferir Guardiões da Galáxia – Vol. 2, que dá continuidade à saga dos heróis espaciais liderados por Peter Quill (Chris Pratt).

Seis meses depois dos acontecimentos do primeiro filme, a trupe acaba se envolvendo em uma grande perseguição após uma brincadeira desastrada do guaxinim Rocket (voz de Bradley Cooper). Em meio a isso, Peter acaba descobrindo a identidade de seu pai: Ego (Kurt Russel), um planeta vivo que se transmuta em uma figura humana. O filme segue a linha estética do primeiro, trazendo um visual colorido e um clima menos denso, até mesmo nos momentos mais sérios.

Um dos destaques do "volume 1" é a trilha sonora, que aqui ganha destaque ainda maior. No fim do filme anterior, Peter recebe uma nova fita que teria sido deixada por sua mãe, um volume 2 da "awesome tape", com uma miscelânea de suas canções favoritas. E é a partir daí que, ao longo de Guardiões da Galáxia Vol. 2 ouvimos faixas como "My sweet Lord”, de George Harrison, “The chain” do Fleetwood Mac, “Come a little bit closer”, de Jay and the Americans, e “Father and son”, de Cat Stevens, uma overdose de nostalgia sonora, que contribui para o desenvolvimento de algumas cenas mais do que se fosse uma simples trilha.

Os relatos dos críticos que já puderam assistir ao filme nas cabines destinadas à imprensa mostram que esse segundo filme continua com a jornada de super-heróis, mas apresenta arcos dramáticos que desenvolvem a personalidade e a humanidade de seus personagens, algo pouco usual em filmes do gênero.

Guardiões da Galáxia é um caso raro mesmo quando se fala da Marvel, que vem emplacando sucesso atrás de sucesso com seu universo cinemático. Filmes de heróis como Capitão América e Thor foram, de certa maneira, uma aposta segura: são nomes de primeiro escalão da empresa. Embora o sucesso de Homem de Ferro também tenha sido uma surpresa, nada se comparou ao de Guardiões, já que não havia muitas expectativas em torno do time de terceiro escalão, pouco conhecidos fora do círculo dos fãs de HQs.

A aposta arriscada rendeu um dos filmes mais elogiados da casa, tanto pelo público quanto pela crítica, proporcionando a produção de outros filmes mais "lado C", como Homem-Formiga (2015) e Doutor Estranho (2016), e seriados como Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, todos da Netflix.

O desafio, no entanto, é manter o nível do primeiro filme. Para uma parcela significativa deles, o segundo volume faz justiça, mas também há críticas para os excessos cometidos, como a inserção exagerada da trilha sonora em alguns dos momentos da trama. O jeito é ir aos cinemas e conferir.

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