quarta, 03 de março de 2021

Cinema
Compartilhar:

‘Frantz’ estreia nos cinemas de João Pessoa

André Luiz Maia / 22 de junho de 2017
Foto: Divulgação
O Festival Varilux de Cinema Francês acabou  nesta quarta-feira (21) e exibiu diversas produções recentes daquele país, mas quem não pôde comparecer ao evento pode assistir a uma das obras que circularam pelo circuito. É Frantz, do diretor François Ozon. Ele entra em cartaz nesta quinta-feira (22) nos cinemas de João Pessoa.

Filmado parcialmente em preto e branco, Frantz é um remake de Não Matarás (1932), de Ernst Lubitsch, com enredo ambientado no pós-Primeira Guerra Mundial, mais precisamente na cidade de Quedlinburg, na Alemanha. Anna (Paula Beer) ainda sofre com a morte de seu noivo, Frantz (Anton von Lucke), durante a guerra e visita seu túmulo diariamente. Um dia é surpreendida quando outra pessoa colocar flores no jazigo. É Adrien (Pierre Niney), um francês que conta ter sido um grande amigo de Frantz em Paris antes da guerra de fato começar.

Compartilhando as memórias e os bons momentos que viveram com o falecido, Anna começa a estabelecer um laço de fraternidade com Adrien, embora toda a cidade tenha resistência à presença de um francês devido aos atritos entre os países durante os conflitos armados. Na ânsia de tentar conhecer mais a fundo o passado do marido, Anna vai até a França junto com Adrien, o que a leva a caminhos surpreendentes.

O cineasta François Ozon, conhecido por seus trabalhos em filmes como Dentro da Casa, Potiche, O Refúgio, Uma Nova Amiga e 8 Mulheres, traz as tensões inerentes ao tema da guerra, mas também põe à mesa o comportamento sexual e afetivo de uma sociedade da década de 1920.

No geral, o filme foi recebido positivamente pela crítica.  De acordo com o agregador Rotten Tomatoes, Frantz traz 90% de aprovação, baseado em 105 resenhas submetidas, com uma nota média de 7,4. O consenso da crítica, ainda de acordo com o RT, aponta que "Frantz examina cuidadosamente as consequências da Primeira Guerra Mundial através das memórias e relacionamentos dos entes queridos deixados para trás".

Ty Burr, do The Boston Globe destaca como ponto positivo a narrativa a conta-gotas, que dá fôlego para que o filme desenvolva seus temas, mas com um certo suspense, uma simpatia pelos personagens apresentados e uma fé duradoura na arte de fazer cinema. Já Peter Travers, da revista Rolling Stone, também teceu elogios. "O filme de Ozon sobre uma viúva alemã e um soldado francês traz ódio xenofóbico muito oportunino em tempos de Donald Trump, fazendo Frantz ser um filme sobre aqueles tempos... e sobre os nossos".

Relacionadas