domingo, 17 de janeiro de 2021

Cinema
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Doutor Estranho estreia com a magia da Marvel

Renato Félix / 03 de novembro de 2016
Foto: Divulgação
O universo interligado da Marvel no cinema continua em franca expansão. Dos super-heróis clássicos, já passamos às histórias especiais (com Guardiões da Galáxia), à periferia (com as séries do Netflix) e agora é a vez do misticismo. Doutor Estranho, que estreia oficialmente nesta quinta-feira (mas já teve sessões desde quarta), é o responsável por essa nova linha.

Embora talvez seja pouco conhecido por quem não é íntimo dos gibis da editora, o Doutor Estranho é um herói clássico da Marvel. Foi criado pelo desenhista Steve Ditko em 1963 e recebeu roteiros de Stan Lee nos seus primeiros tempos. No conceito básico, o personagem é um cirurgião de sucesso, mas egocêntrico,  que sofre um acidente que afeta suas mãos (e a habilidade de cirurgiar). Ele roda o mundo em busca de algo que reverta sua situação. Encontra um ancião que o treina para ser um feiticeiro. A partir daí, ele se torna o principal protetor da Terra contra ameaças místicas.

Benedict Cumberbatch assume o manto de Stephen Strange, mais um para sua lista de personagens pop (ele é o Sherlock da antológica série da BBC, foi o Khan de Além da Escuridão – Star Trek e a voz do dragão Smaug na trilogia O Hobbit). Mas não é o primeiro ator a viver o personagem: houve um telefilme em 1978, com Peter Hooten no papel. Era o piloto para o que poderia ser uma série (a exibição foi na CBS, que já exibia as séries Homem-Aranha e O Incrível Hulk), mas não vingou.

O filme é um projeto que vem de longe e passou por vários diretores. Em 1992, Wes Craven foi escalado. Em 2001, seria de David S. Goyer. Em 2008, de Guillermo del Toro. Todos, antes ainda do Universo Cinemático Marvel. A direção acabou ficando com Scott Derrickson (de filmes de terror como O Exorcismo de Emily Rose, 2008, A Entidade, 2012, e Livrai-nos do Mal, de 2014). Grande fã do personagem, ele também é co-roteirista no filme (junto com Jon Spaihts, de Prometheus, 2012, e C. Robert Cargill, de A Entidade).

Uma controvérsia do filme é a escalação de Tilda Swinton como O Ancião. Geralmente retratado naturalmente como um homem velho nos quadrinhos, o personagem foi alterado pelo diretor-roteirista. Mais do que ter se tornado uma mulher (na verdade, um personagem de gênero indeterminado), o que pegou mais foi um tibetano ter se tornado, no cinema, uma pessoa  branca.

A especulação: a mudança surgiu para não criar problemas com os chineses, país que atualmente é um importante mercado para Hollywood e ocupa o Tibete. São os melindres do mercado mundial de filmes.

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