domingo, 16 de junho de 2019
Cinema
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‘Curtindo a Vida Adoidado’, completa hoje 30 anos de lançamento

Renato Félix / 11 de junho de 2016
Foto: Reprodução
O que era entendido como comédia com adolescentes nos anos 1980 perigava ser coisas como Porky’s (1981): jovens com hormônios sempre em ebulição. O cineasta John Hughes foi fundamental para mudar isso. Ele conseguiu retratar o adolescente americano no cinema como um ser humano de verdade, e não uma caricatura, com seus dilemas sobre vida e amadurecimento. E se foi bem-sucedido em Clube dos Cinco (1985), ele foi ainda mais em Curtindo a Vida Adoidado (1986), comédia que foi lançada há exatamente 30 anos.

Um clássico das reprises à tarde na TV aberta (e agora também muito reprisado na TV paga), o filme que conta a saga de Ferris Bueller e suas artimanhas para um dia de folga inesquecível com a namorada e o melhor amigo já se credencia para o rol dos clássicos do cinema e ponto. Não só é um exemplar icônico de uma época e estilo de cinema como é ótimo exemplo da obra autoral seu diretor-roteirista, John Hughes.

Hughes, que morreu em 2009, aos 59 anos, hoje é bem reconhecido como um artista que soube captar os anseios e complexidades dos adolescentes, sem deixar a leveza de lado. Como diretor e roteirista, ele abordou isso em Gatinhas e Gatões (1984), Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado (um título brasileiro muito ruim para Ferris Bueller’s Day Off, ou “o dia de folga de Ferris Bueller”). Só como roteirista, ainda teve A Garota de Rosa-Schoking (1986).

Mas a história de Ferris tem mais pontos altos que todos os outros. O filme combina perfeitamente o bom humor e a reflexão, no conteúdo, e muita inspiração na maneira de narrar a história.

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