domingo, 17 de junho de 2018
Cinema
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‘Círculo de Fogo – A Revolta’ estreia nesta quinta-feira nos cinemas de JP e CG

Audaci Júnior / 21 de março de 2018
Foto: Divulgação
Depois de dirigir o primeiro da série e garantir seu Oscar por A Forma da Água, Guillermo del Toro revisita os robôs gigantes e "godzilas" apenas como produtor de Círculo de Fogo – A Revolta, filme que estreia nessa quinta-feira (22) no circuito paraibano.

O longa se passa alguns anos após o original e mostrará uma nova geração de pilotos de Jaegers, os robôs que dão cabo dos monstrengos Kaiju que emergiam de uma fenda interdimencional localizada no Oceano Pacífico.

Passando o bastão, quem protagoniza a sequência é o Jake Pentecost (vivido pelo John Boyega, o Finn de Star Wars – Os Últimos Jedi), que é filho do comandante Stacker (Idris Elba), o famoso piloto que deu a vida para salvar a humanidade no filme de 2013.

Após anos de paz pelo mundo, a humanidade se vê mais uma vez ameaçada pelas criaturas colossais, em uma nova invasão, agora com os monstros evoluídos. Jake, que era um promissor piloto, mas abandonou o treinamento e entrou no mundo do crime, deve seguir novamente os passos do pai e se juntar a irmã adotiva Mako Mori (a japonesa Rinko Kikuchi, que protagonizou o primeiro Círculo de Fogo) na criação de uma nova equipe para salvar o planeta na base da porrada robótica.

Jake Pentecost tem a companhia do piloto rival Lambert (Scott Eastwood, filho do cineasta Clint Eastwood) e da hacker de Jaeger de 15 anos (a estreante Cailee Spaeny).

"Resumindo, é um conflito mundial e todos deixam de lado suas diferenças para se unirem", contou o diretor Steven S. DeKnight, roteirista e diretor de seriados como Demolidor e Spartacus. "Eu cresci vendo filmes antigos de monstros gigantes do Japão".

O diretor norte-americano também explicou que os espectadores de primeira viagem não vão se perder nas referências. “Nós construímos de uma maneira caso você queira assistir apenas esse filme, toda a informação estará lá”, disse DeKnight.

Sobre os termos usados para batizar robôs e monstros, a palavra "Jaeger" vem do alemão e significa "caçador". Já "Kaiju" é de origem japonesa e, literalmente, pode ser traduzida como "besta gigante" ou "bicho estranho". Mas também é usada para se referir aos monstros de filmes japoneses de ficção científica, de modo geral.

Muitos também podem estranhar a tradução do título do filme. O Círculo de Fogo é conhecido nos Estados Unidos como Pacific Rim (que batiza originalmente a franquia) e é uma área onde há um grande número de terremotos e uma forte atividade vulcânica, localizado no Norte do Oceano Pacífico. Na ficção hollywoodiana, esse local serve de portal para a invasão interdimensional.

Dança das cadeiras

Sucesso na época, Guillermo del Toro era o nome praticamente confirmado para essa sequência, sinalizando que já tinha ideias para um novo Círculo de Fogo. Depois de uma série de adiamentos e conflitos entre a Universal e a Legendary, o diretor de Hellboy e O Labirinto do Fauno anunciou o seu substituto via redes sociais.

Apesar de assinar a produção, Del Toro revelou que teve pouca influência em Círculo de Fogo – A Revolta: “Eu preparei a minha versão. Fiz o roteiro, os storyboards das criaturas e dos robôs, então aconteceu aquela suspensão de seis meses. Eu saí e ajudei a escolher o novo diretor, foi isso”, contou ao site Cinema Blend. “O atraso de seis meses era por causa dos estúdios Pinewood, que foram reservados por outra produção – eu acho que era xXx – Reativado, com Vin Diesel”, esclareceu o cineasta.

Decisões parecidas aconteceram com o próprio diretor mexicano, quando foi anunciado que ele iria assumir a cadeira de diretor da adaptação do Hobbit. Devido aos constantes atrasos na filmagem, provocados pelos problemas financeiros da produtora Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), a dança das cadeiras chegou ao neozelandês Peter Jackson (trilogia O Senhor dos Anéis), que assumiu o longa baseado na obra homônima de J. R. R. Tolkien. No final das contas, Del Toro teve participação apenas como roteirista.

Steven S. DeKnight garantiu que o projeto de Círculo de Fogo – A Revolta não descartou completamente Del Toro. “Nós mandamos a ele rascunhos dos visuais entre outras coisas”, comentou.

Mesmo assim, um produtor chegou a declarar que o tom está mais parecido com um filme da Marvel do que algo que Guillermo del Toro fez. A conferir.

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