sábado, 19 de setembro de 2020

Cinema
Compartilhar:

Cinebiografia: ‘Elis’ estreia hoje em João Pessoa com Andréia Horta

André Luiz Maia / 24 de novembro de 2016
Foto: Divulgação
O desafio de contar a história de uma das cantoras mais icônicas da música popular do Brasil, como esperado, não é fácil. As críticas  preliminares sobre Elis, que estreia hoje nos cinemas nacionais, giram em torno basicamente entre a reprodução fiel da personagem, aqui defendida pela atriz Andreia Horta, a sumarização dos acontecimentos de sua vida e o olhar cinematográfico da obra. Para uma parcela dos cinéfilos que já viram, o filme peca essencialmente no último quesito.

A proposta é recontar 18 dos 36 anos de Elis Regina, que morreu em 1982 após uma mistura fatal de drogas e bebida. Para quem leu a biografia mais recente sobre ela, Nada Será Como Antes, sabe de alguns acontecimentos que não podem ser ignorados em sua trajetória, como o Beco das Garrafas, o encontro com Miele (Lúcio Mauro Filho) e Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado) e seus relacionamentos amorosos, que se confundiam com fases de seu trabalho musical.

Contudo, o que se aponta a respeito do filme é que trata-se de um relato superficial da história da artista. Na tentativa de englobar a maior parte dos acontecimentos, privou-se da construção de uma narrativa mais sólida.

O que é quase unânime é a opinião a respeito da interpretação de Horta, que basicamente encarna Elis, com seu sorriso largo de olhos apertados, o gestual e as veias saltadas, algo que dá para atestar até mesmo nas poucas cenas dos trailers exibidos pela internet afora. Ela foi eleita a melhor atriz no Festival de Gramado deste ano.

Para os fãs, entretanto, a experiência deve ser satisfatória. A análise do jornal Folha de S. Paulo aponta a opção da direção como conservadora para entregar um filme mais direto e acessível.

Verhoeven de volta com thriller

Dez anos após o drama de época A Espiã, o diretor holandês Paul Verhoeven retorna ao circuito internacional de filmes – no meio tempo, lançou Steekspel em 2011 no mercado holandês – com Elle, um perturbador thriller psicológico que chega às salas de cinema da Paraíba hoje.

Na sua primeira produção falada em francês, ele convida a atriz Isabelle Huppert para viver Michèle Leblanc, uma bem-sucedida mulher de negócios, chefe de uma companhia de desenvolvimento de videogames. Certa noite, ela tem sua casa e corpo violados por um estuprador, que esconde seu rosto com uma máscara de esqui.

Após o episódio, ela começa a desenvolver uma paranoia crescente, diretamente proporcional às fantasias sexuais desviantes.

Ao descobrir a identidade do criminoso, ela começa a desenvolver uma relação doentia, envolvendo-o em um jogo de sedução. No entanto, nada é o que parece ser.

A recepção do filme foi extremamente positiva, recebendo boas avaliações das críticas e tendo sua exibição ovacionada por sete minutos durante sua première no Festival de Cannes.

Leia Mais

Relacionadas