quinta, 26 de novembro de 2020

Cinema
Compartilhar:

Cineasta de convicções: Ettore Scola e seu último grande filme

Renato Félix / 21 de janeiro de 2016
Foto: Arquivo
Há pouco mais de dois anos, Ettore Scola lançou o que viria a ser seu último filme: Que Estranho Chamar-se Federico (2013), um documentário sobre Fellini. Foi o último dos grandes cineastas italianos clássicos dando suas impressões pessoais e sentimentos sobre o maior deles. Nós, cinéfilos, que o amávamos tanto, recebemos essas ideias e sentimentos em cada filme do diretor que morreu terça, aos 84 anos, em Roma.

E era mesmo um cinema de ideias. Scola era do time de filmes politicamente opinativos e reflexivos, mesmo que fossem comédias como O Baile (1983), que faz um passeio por décadas da história da França em um salão de baile, sem um dialogo sequer, e Feios, Sujos e Malvados (1976), com a família que vive praticamente amontoada. Talvez o maior deles, nesse sentido, seja Um Dia Muito Especial (1977), com Mastroianni (a quem dirigiu nove vezes) e Sophia Loren, a conversa entre um jornalista gay e comunista e uma dona de casa, no dia em que Hitler visita a Itália, em 1938.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

Relacionadas