terça, 24 de novembro de 2020

Cinema
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‘Chatô, o Rei do Brasil’ abre nesta quinta o fest aruanda no cinépolis

Renato Félix / 10 de dezembro de 2015
Foto: Arquivo
A história de um paraibano que deixou sua marca na história nacional será apresentada, hoje, na abertura da décima edição do Fest Aruanda. É o esperado Chatô, o Rei do Brasil, filme de estreia como diretor do ator Guilherme Fontes que demorou 20 anos para ficar pronto. O filme, que conta a história de um dos grandes nomes da comunicação nacional, Assis Chateaubriand (Marco Ricca). O evento começa às 19h30.

Sob forma de delírio, a narrativa do filme, não-linear, mostra ascensão e queda do império de rádios, TVs e jornais impressos de Chateaubriand. “O filme apresenta a alma de Chatô. O Assis Chateaubriand dos livros de história já virou lenda, e, quando você vira lenda, você vira vários, pois cada um conta a lenda de um jeito”, explica Guilherme Fontes ao CORREIO. “O do livro é o de Fernando Morais. O do meu filme é a história de alguém que nasceu fora do centro, em um lugar sem estruturas e que, mesmo assim, cria as próprias oportunidades. Ele era um cultivador de oportunidades que não beneficiava apenas ele”.

Considerado um grande herói, mas também um vilão, a dualidade de Chatô foi o que mais chamou a atenção de Fontes ao adaptar a biografia homônima de Fernando Morais. “Ele tinha vitalidade, vontade de vencer, o destemor e o interesse na coletividade, ainda que ele fosse o número 1 do coletivo”, brinca o diretor.

O destemor e a vitalidade do personagem talvez possam ser aplicados a Guilherme. Praticamente metade de sua vida foi dedicada ao projeto, que demorou cerca de 20 anos até ser lançado, em grande parte devido às complicações jurídicas a respeito da captação de recursos para a realização do filme.

Inicialmente previsto para ser lançado em 1997, o projeto era grandioso e contava com captação recorde de recursos, além da participação do diretor norte-americano Francis Ford Coppola. Contudo, com apenas 80% dos recursos de fato captados e sem Coppola, as gravações só viriam a começar em 1999.

Nos anos seguintes, os órgãos públicos passaram a cobrar o dinheiro investido em uma obra que não havia sido finalizada, resultando em uma condenação no ano passado, por parte do Tribunal de Contas da União (TCU), exigindo a devolução de R$ 83 milhões aos cofres públicos. No entanto, com o processo arquivado e o filme lançado, Guilherme considera o episódio página virada.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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