domingo, 13 de junho de 2021

Cinema
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Assista: 15 momentos antológicos da cerimônia do Oscar

Renato Félix / 25 de fevereiro de 2017
Foto: Divulgação
O sujeito ganha o Oscar e ao agradecer não sai da longa lista de amigos e parentes a quem agradece. Ainda bem que não é sempre assim: a cerimônia do prêmio da Academia é farta em momentos divertidos e surpreendentes. Confira a seguir quinze dos mais memoráveis.

15. “ROBERTO!” (1999)

Sophia Loren abre o envelope e o auditório começa: “Roberto! Roberto!”. Ela anuncia o Oscar de filme estrangeiro no embalo: “Roberto!”. E o ator e cineasta italiano Roberto Benigni enlouquece de alegria no auditório, indo para o palco por cima das cadeiras.

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14. INGRID BERGMAN SE DESCULPA COM VALENTINA CORTESE (1975)

Ingrid Bergman ganhou seu terceiro Oscar, o de coadjuvante por “Assassinato no Orient Express”. Mas muita gente achava que Valentina Cortese deveria vencer, por “A Noite Americana”. Ingrid também e passou o discurso inteiro enaltecendo a colega e se desculpando.

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13. O NÚMERO DE ABERTURA DE HUGH JACKMAN (2009)

Os números de musicais de abertura do Oscar variam de qualidade, mas o de 2009 surpreendeu: muita gente não conhecia o talento para musicais de Hugh Jackman (mestre de cerimônias naquele ano). Ele apresenta os indicados do ano em um antológico número “sem recursos”.

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12. SCORSESE E SEUS BONS COMPANHEIROS (2007)

Já fazia tempo que o cinema devia tal honraria a Martin Scorsese. Se ele merecia mais por outros filmes que por “Os Infiltrados”, dane-se. Ele merecia e ponto. A Academia sacou que em 2007 seria a vez e colocou no palco, para apresentar o prêmio de melhor diretor, três ícones da “nova Hollywood”, da qual Martin foi parte fundamental nos anos 1970. Amigos de longa data, Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg lideraram a incrível ovação de pé recebida por um Scorsese que estava explodindo de alegria, metralhando palavras, como sempre.

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11. MICHAEL MOORE: ‘QUE VERGONHA, SENHOR BUSH’ (2003)

Todos já esperavam a vitória de “Tiros em Columbine” como melhor documentário. O suspense estava no discurso que o combativo cineasta Michael Moore faria. E ele não decepcionou: “Fazemos não-ficção em um um tempo em que temos resultados eleitorais fictícios, que elegeram um presidente fictício, que nos manda para uma guerra por motivos fictícios. Que vergonha, Senhor Bush!”. Depois de sair do palco, o apresentador Steve Martin emendou: “Michael Moore foi visto sendo colocado no porta-malas de um carro ali fora”.

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10. CHRIS ROCK ENCARA A POLÊMICA DO RACISMO (2016)

No ano em que o Oscar se viu no meio de uma polêmica por só ter atores e diretores brancos indicados, o mestre-de-cerimônias Chris Rock arrebentou no monólogo de abertura: não fugiu da polêmica e atirou para todo o lado (criticou a falta de diversidade que existe mesmo, mas também quem vê racismo em tudo).

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9. FRED ASTAIRE DANÇANDO AOS 70 (1970)

O maior dançarino da história do cinema, Fred Astaire estava em plena forma aos 70 anos. E provou isso ao, desafiado pelo mestre-de-cerimônias Bob Hope, fazer um número de dança ao apresentar um dos prêmios.

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8. STANLEY DONEN SAPATEANDO (1997)

Um dos mestres dos musicais americanos, Stanley Donen foi premiado por um Oscar honorário em 1997, apresentado por Martin Scorsese. Ele não só agradeceu: cantou e sapateou “cheek to cheek” com a estatueta. Maravilha!

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7. EMPATE! (1969)

“The winner is… a tie!”, disse, surpresa, a linda Ingrid Bergman. Nunca antes (e –  até agora – nunca depois) havia acontecido aquilo nas principais categorias (e só aconteceu seis vezes no total): Katharine Hepburn, por “O Leão no Inverno”, e Barbra Streisand, por “Funny Girl, a Garota Genial”, empataram na disputa pelo Oscar de melhor atriz. Kate, como de costume, não estava lá, mas Barbra aceitou com graça seu prêmio: “Hello, gorgeous”, disse para a estatueta, citando sua própria personagem no filme.

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6. DAVID NIVEN E O HOMEM NU (1974)

David Niven era o mestre de cerimônias e estava apresentando Elizabeth Taylor quando um homem nu passa correndo pelo palco. Niven não perdeu o rebolado: “Não é fascinante pensar que, provavelmente, a única risada que este homem vai conseguir em sua vida é por tirar a roupa e mostrar suas deficiências?”. E Liz, quando entra: “É um ato muito difícil para superar”.

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5. A PRIMEIRA VITÓRIA NEGRA (1940)

Hattie McDaniel, a Mammy de “...E o Vento Levou” foi a primeira atriz negra a ganhar um Oscar – no caso, o de coadjuvante. Quase não pôde recebê-lo porque o local não aceitava negros. A ela foi concedida uma permissão especial, mas o local reservado a ela foi no fundo da sala, longe do resto da equipe, que estava sentada na frente.

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4. KAZAN CAUSA CONTROVÉRSIA (1999)

A decisão da Academia de conceder um prêmio pelo conjunto da obra ao grande Elia Kazan foi polêmica porque muita gente não perdoou o cineasta por ter dedurado colegas ao Comitê de Atividade Antiamericanas, na asquerosa caça ao comunistas do macartismo, nos anos 1950. Teve gente que aplaudiu de pé, gente que aplaudiu (mas não de pé) e gente que cruzou os braços.

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3. A RECUSA DE MARLON BRANDO (1973)

Era a volta por cima de Marlon Brando. Depois de ter que fazer um teste para o papel de Don Corleone em “O Poderoso Chefão”, seu segundo Oscar de melhor ator em 1973. Mas o controverso ator não estava lá. Em seu lugar, mandou a índia Sacheen Littlefeather (que depois, soube-se, era uma atriz interpretando uma índia) recusar a estatueta em seu nome e ler uma declaração sua protestando contra a maneira como os nativos americanos eram tratados pela indústria cinematográfica.

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2. WOODY ALLEN HOMENAGEIA NOVA YORK (2002)

Woody Allen já ganhou quatro Oscars e foi indicado outras 20 vezes, mas nunca compareceu à cerimônia. Quando os prêmios eram entregues às segundas, a desculpa brincalhona dele era de que segunda era justamente a noite em que tocava clarinete com sua banda de jazz. Mas ele esteve presente em uma cerimônia, pela primeira e única vez: a de 2002, ano em que o Oscar prestou uma homenagem a Nova York após os atentados de 11 de setembro. E Allen deu um show, fazendo uma brilhante apresentação de stand-up: “Quando me ligaram e disseram que era da Academia, entrei em pânico imediatamente achando que queriam meus Oscars de volta”.

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1. A AMÉRICA PEDE PERDÃO A CHAPLIN

Nos anos 1950, Charles Chaplin (Charles Chaplin!) foi praticamente escorraçado da América no período da infame caça aos comunistas. 20 anos depois, em 1972, ele retorna, para, emocionadíssimo, ser homenageado com um Oscar pelo conjunto da obra e receber uma das maiores ovações da história do prêmio. Era uma maneira da América pedir perdão a um dos maiores cineastas da história.

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