terça, 16 de julho de 2019
Cinema
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‘Aquaman’ pode redefinir direção de filmes de heróis da DC

André Luiz Maia / 13 de dezembro de 2018
Foto: Reprodução
Das profundezas do mar, talvez tão abissais quanto as críticas negativas à maioria das produções do universo cinematográfico da DC Comics, emerge o novo Aquaman, com avaliações positivas e uma estética colorida e lúdica. Um dos grandes responsáveis por esta virada de chave é a presença do diretor James Wan, que ironicamente ficou conhecido por dirigir filmes de mistério e suspense, a exemplo dos capítulos originais de Jogos Mortais (2004) e Invocação do Mal (2013).

A produção da Warner estreia nesta quinta-feira (13) nos cinemas paraibanos com 74% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Quem lidera a aventura em cena é o ator Jason Momoa, que já havia mostrado um pouco de sua imersão (sem trocadilhos) no personagem no problemático Liga da Justiça (2017). Aqui, sabemos da origem do herói, contada a contento para quem não leu os quadrinhos.

Arthur Curry é filho de um humano com a princesa Atlanna (Nicole Kidman), do reino subaquático de Atlântida. Mesmo habilidoso e com a capacidade telepática de se comunicar com os animais marinhos, ele é rejeitado pelos habitantes de Atlântida por ser mestiço.

Na superfície, ele é procurado por Mera (Amber Heard), que quer sua ajuda para impedir os planos do meio irmão de Arthur, Orm, que se aproveitou de um imbróglio para declarar guerra aos humanos e, para isso, decide conquistar todos os reinos marinhos.

Pelos trailers, já dá para perceber a diferença gritante entre este e outros filmes da DC. As cores são um desbunde, chegando até a serem um pouco berrantes. Críticas afirmam que o filme não se desvia disso, abraçando o exagero e até certa cafonice.

Com a maior parte das cenas debaixo d’água, mesmo que virtualmente, o cuidado com a estética teve que abordar o movimento do cabelo, das roupas e até mesmo do jeito de falar. Em Liga da Justiça, utilizou-se um efeito, como espécie de bolha de ar, em que os personagens conseguiam entrar em uma bolha e, assim, conversar normalmente. Aqui, optou-se por uma comunicação mais convencional, em que eles falam habitualmente, com elementos sonoros que lembram que eles estão dentro d’água.

Trajetória

O personagem surgiu nos quadrinhos da DC Comics em 1941, criado por Paul Norris e Mort Weisinger. Era a chamada “era de ouro” dos quadrinhos, e sua criação veio três anos após o Super-Homem, dois após o Batman, e no mesmo ano que o Capitão América.

O herói foi um dos poucos a manter sua publicação contínua através dos anos 1950. Em 1959, ele foi remodelado, incluindo aí sua origem mestiça e parceiros de cena como o jovem Aqualad e Mera, e os vilões Orm e Black Manta.

Aquaman se tornou muito popular graças à animação Superamigos, onde cavalgava cavalos marinhos e fazia jet ski com golfinhos. Ele passou por outra remodelação no final dos anos 1980 que procurou cortar essa imagem de ceretinho e torná-lo mais durão: teve uma das mãos arrancadas e substituída por um gancho e também apareceu cabeludo e barbusdo (visual que o filme herdou).

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