segunda, 18 de janeiro de 2021

Cinema
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Após a controvérsia, a Academia se mexeu: há negros indicados e com chances reais de vencer

Renato Félix / 26 de fevereiro de 2017
Foto: Divulgação
A controvérsia do #OscarSoWhite no ano passado realmente tocou fundo na Academia – que atualmente é presidida, vale lembrar, por uma mulher negra, Cheryl Boone Isaacs. Após toda a polêmica, uma das atitudes foi convidar mais um punhado de novos membros em 2016 e, desta vez, focando na diversidade para melhorar o quadro interno nesse quesito.

Em termo de indicações para o Oscar, parece ter dado resultado. Não só há atores não brancos indicados em todas as categorias, como também na de direção e três dos nove indicados a melhor filme discutem questões raciais em seu enredo: Moonlight, Estrelas Além do Tempo e Um Limite entre Nós, filmes dirigidos também por negros

Entre os documentários, esse índice sobe: três dos cinco indicados na categoria tocam na questão: Eu Não So Seu Negro, A 13ª Emenda e O.J. – Made in America. Nesse quesito, um dos filmes é dirigido por uma mulher: Ava Duvernay, negra, cuja omissão entre os indicados a melhor direção por Selma – Uma Luta pela Igualdade, em 2014, foi tema de muita reclamação.

O número de mulheres diretoras está crescendo, mas historicamente elas são uma minoria gritante em Hollywood, o que se reflete no Oscar. Apenas uma já venceu a categoria: Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror, em 2009. Antes dela, pouquíssimas, como Barbra Streisand ou Sofia Coppola, conseguiram algum destaque.

Mas e chances reais de vitória para os atores negros? Podem estar com Denzel Washington, que não é o favorito, mas tem chances, e venceria pela terceira vez. E parece certo nos coadjuvantes: Maershala Ali, por Moonlight, e Viola Davis, por Um Limite entre Nós.

A edição deste ano do Oscar é a retomada de um passo. O que se espera é que, no futuro, também se veja negros indicados em grandes papéis que não exija que o ator seja negro.

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