domingo, 15 de julho de 2018
Cinema
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Aos 80 anos, personagem da Lois Lane evolui ao longo do tempo

André Luiz Maia / 06 de junho de 2018
Foto: Reprodução
Enquanto o mundo celebra os 80 anos do Super-Homem, pouca gente se dá conta que outra personagem também estreou naquela edição número 1 do gibi Action Comics: Lois Lane. A repórter e eterno par romântico do super-herói atravessou o tempo refletindo também as mudanças que as mulheres têm vivido na sociedade.

Nos primeiros anos, ela já mostrava características duradouras. A versão criada por Jerry Siegel e Joe Shuster, naquele primeiro gibi, já encarava valentões, ao mesmo tempo em que menosprezava Clark Kent, a identidade em que o herói fingia ser frágil e desajeitado.

O sucesso retumbante dos quadrinhos levou Super-Homem e Lois para o rádio, em 1940, e para os desenhos animados em 1941, numa série clássica dirigida e produzida pelos irmãos Fleischer. Ali,sua intrepidez em busca das notícias, que invariavelmente a colocavam em enrascadas, ficou mais evidente.

Lois ganhou sua própria revista em 1958 (já havia estrelado uma tira nos anos 1940), mas, em uma época mais conservadora, muitas vezes suas histórias giravam em torno de artimanhas para fisgar o homem de aço. Mas o título foi um grande sucesso de vendas.

No fim dos anos 1960, a personagem voltou a ganhar tons mais modernos. Consolidou o título de melhor repórter do Planeta Diário e ganhou inúmeras versões memoráveis no cinema e na TV.

A partir dos anos 1990, Lois passou a conhecer a identidade secreta do Super-Homem e o relacionamento evoluiu até o casamento. Novas séries e animações refletiram o novo status. Paralelamente, Lois se consolidou como uma personagem feminina forte, decidida, esperta, protagonista a ponto de estrelar três livros nos EUA, escritos por Gwenda Bond.

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