quinta, 13 de maio de 2021

Cinema
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Abraccine anuncia melhores animações, lideradas por ‘O Menino e o Mundo’

Renato Félix / 27 de dezembro de 2017
Foto: Reprodução
Vencedor do prêmio principal do Festival de Annecy e indicado ao Oscar da categoria, O Menino e o Mundo (2013) foi eleito o melhor filme de animação brasileiro pela Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine). O longa de Alê Abreu ficou em primeiro em uma eleição que contou com críticos de todo o Brasil.

A lista dos 100 primeiros vai render um livro com textos sobre cada um deles, a exemplo de eleições anteriores da entidade: a dos 100 melhores filmes brasileiros (vencida por Limite, 1930) e dos 100 melhores documentários (com Cabra Marcado para Morrer, 1984, em primeiro).

Ao contrários das duas eleições anteriores, desta vez os curtas-metragens dominam a lista, com 83 filmes entre os 100. Otto Guerra foi o diretor que mais aparece na lista, com quatro filmes, começando pelo quarto lugar, o longa Até que a Sbornia nos Separe (2013). Depois aparecem Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'nRoll (2006), em 9º; Novela (1992), em 32º; e Rocky & Hudson, os Caubóis Gays (1994), em 50º.

Outro nomes se repetem. Um deles é o de Marão, que aparece com três filmes, começando por Até a China (2015), em 13º, seguido por Eu Queria Ser um Monstro (2009), em 36º, e Chifre de Camaleão (2000), em 82º.E ainda é um dos diretores de Engolervilha (2003), em 95º. Na prática, empata com Guerra, com quatro produções entre as 100 mais.

Outros nomes importantes são o de Marcos Magalhães, com dois filmes na lista (Meow!, 1982, em terceiro, e Animando, 1983, em 10º) e Mauricio de Sousa, o maior produtor de longas nacionais, também com dois na lista (As Aventuras da Turma da Mônica, 1982, em 12º; e A Princesa e o Robô, 1983, em 34º).

O longa mais antigo na relação é Sinfonia Amazônica (1953), de Anélio Latini Filho (em sexto lugar). O filme mais antigo é Macaco Feio... Macaco Bonito... (1928), de João Stamato e Luís Seel, que ficou em 30º. Há também produções recentíssimas, como Torre, de Nádia Mangolini, Vênus - Filó, a Fadinha Lésbica , de Sávio Leite, em 67º, e História Antes de uma História, de Wilson Lazaretti, em 90º, os três de 2017.

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