segunda, 12 de abril de 2021

Cultura
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Autora de fotos históricas, Thereza Eugênia tem dialogado com jovens admiradores

Kubitschek Pinheiro / 14 de fevereiro de 2016
Foto: Thereza Eugênia/ Divulgação
Fomos reencontrar a fotógrafa baiana Thereza Eugênia nas redes sociais – no Instagram @therezaeugenia, onde ela vem publicando fotos clássicas de Caetano Veloso, Chico Buarque, Maria Bethânia, Gal Costa e outros artistas. E, com isso, arrematando centenas de seguidores, principalmente jovens que não conheciam seu trabalho que vem lá da década de 1960.

“Estou achando estimulante fazer o Instagram, gosto muito do contato com os jovens, eles são uma espécie de orientação”, diz.

A relação dela com a fotografia vem da casa da avó em Serrinha, na Bahia, onde havia um laboratório fotográfico. Ainda adolescente, ganhou uma maquina, mas se formou em Enfermagem, em 1963.

A partir de 1964 no Rio, trabalhava como enfermeira e tirava fotos da irmã. Em 1968 fez as primeiras fotos de Bethânia. “Um amigo me levou até a casa dela, que gostava de meu trabalho e queria colocar na capa de um LP. Mas não foi possível, pois o produtor do disco, Carlos Imperial, achou a foto nada comercial”. Mesmo assim, disparou a clicar Raul Seixas, Ney Matogrosso, Nana Caymmi, Simone, Joana, entre muitos outros.

Em 1970 fez seu primeiro trabalho profissional – como ela mesma diz , “por acaso” – no Canecão, com Roberto Carlos. “A assessora dele mostrou as fotos e ele imediatamente escolheu para a capa do disco”, disse.

Thereza ia aos shows com sua Nikon. “A fotografia era uma forma expandir minha fantasia, de levar meus ídolos para casa. Fotografei Gal no show Deixa Sangrar, depois em Gal a Todo Vapor. Nesta época frequentávamos as Dunas da Gal, que era o ponto de encontro dos artistas (no antigo pier de Ipanema, em 1972)”, conta. “Todo mundo se conhecia, tudo era muito natural e espontâneo. Tanto é que, pelo fato de conviver com eles, minhas fotos têm um tom de intimidade. Até então sempre fui muito intuitiva, depois frequentei a Escola de Artes Visuais no Parque Lage, que era um local de referencia em arte”.

As fotografias de Thereza Eugênia fazem parte atualmente de uma mostra no Espaço Gabinete de Leitura de Guilherme Araújo, da Funarj. Araújo foi empresário de diversos desses artistas e amigo de Thereza. “Foram 35 anos de uma amizade muito intensa como se fossemos irmãos”, diz ele emocionada.

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