terça, 13 de novembro de 2018
Artes
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Sérgio Lucena participa de coletiva internacional na Dinamarca

Kubitschek Pinheiro / 31 de agosto de 2018
Foto: Divulgação
A obra Sem título, 2018 Óleo sobre tela do artista paraibano Sérgio Lucena integra o grupo que vai participar da coletiva Exhibition 1, da Kunsthal Vejle, que acontece amanhã, na Dinamarca. Trata-se de uma mostra internacional de arte contemporânea concebida de forma inusitada com vistas a uma aproximação entre artistas e a promoção do diálogo artístico. O convite para Lucena veio da artista Lene Juhler com os artistas que ele cultiva desde que fez residência artística na Dinamarca em 2005

Segundo Lucena, o mundo é um só, uma só humanidade com muitas culturas, “porque não compartilhar tanta experiência e ampliar a dimensão que temos do mundo? Diante uma época de tanta intolerância política, religiosa, étnica, cultural, a arte tem o dever de nos acordar para a bestialidade que nos ameaça”, avisa ele.

São 15 artistas de todos os continentes ( exceto, a África), com miniaturas num espaço expositivo de significado histórico e cultural numa máquina de venda automática da década de 50, onde se comprava pães, doces, revistas e sanduíches. “O espaço apresenta arte minimalista e conceitual”, disse Sérgio que representa o Brasil e a América do Sul.

“O outro é o espelho, reflete tanto nossa beleza quanto nossa feiúra. Quebrar o espelho porque não gostamos do que vemos, não resolve só nos torna mais feios. É esse o momento que vivemos - histórico onde vamos decidir entre a civilização e a barbárie”, alerta SL.

Ao final da Mostra os quadros serão trocados, ou seja, a obra de Sérgio Lucena vai para outro artista e vice-versa. “Sim, nenhum dos artistas participantes recebe honorários, ao término do projeto cada um recebe uma obra criada por outro dos artistas expositores. Esse é o conceito: criar conexões artísticas em todo o mundo”.

Desde que foi embora morar em São Paulo, que o artista Sérgio Lucena vem expandindo sua arte pelo mundo e isso facilita a linguagem da obra contemporânea de sua arte e claro aumenta o potencial de sua representação.

“O que eu tenho a dizer mais é que muito me alegra em um mundo tão utilitarista no sentido pragmático com é o nosso, participar de ações onde o único fim seja o intercâmbio cultural e a afirmação da arte como instrumento de conexão e celebração da diversidade”, fecha.

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