quinta, 24 de janeiro de 2019
Artes
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Nelson Mandela inspirou filmes e teve suas ideias publicadas em livros

André Luiz Maia / 18 de julho de 2018
Foto: Divulgação
A luta pelo fim do regime segregacionista da África do Sul teve diversos nomes de importância, mas Nelson Mandela, que completaria 100 anos nesta quarta-feira (18), acabou se tornando seu ícone maior. O ativista e líder político fez história ao se colocar na linha de frente do combate ao racismo.

O Correio fez uma seleção de filmes e livros que apresentam diversos pontos de vista sobre essa história. Um deles, inclusive, é dedicado a Winnie Madikizela-Mandela, esposa de Mandela, também ativista política.

O material serve para entender um capítulo delicado da história da humanidade, conhecido como apartheid. Colonizada por europeus, especialmente holandeses e ingleses, a África do Sul foi ao longo dos anos dominada por uma política de estado segregacionista, criando uma sociedade de brancos e negros separados, inclusive geograficamente.

Guetos foram criados e a população negra foi sistematicamente perdendo seus direitos, inclusive a cidadania sul-africana.

Neste contexto, o então jovem advogado Nelson Mandela começou a integrar movimentos contrários à política estatal, como o Congresso Nacional Africano (CNA), a princípio de forma pacífica. Com o aumento dos episódios de violência da política africana, passou a integrar a luta armada, o que ocasionou sua prisão por 27 anos. Se tornou um símbolo da luta contra o racismo no mundo e, livre da prisão, se tornou presidente do país.

‘Invictus’

De Clint Eastwood (2009). Um dos filmes mais lembrados ao se falar da representação do líder político sul-africano nas telonas. O filme de Clint Eastwood apresenta um recorte curioso e até original diante dos vários documentários e filmes biográficos sobre Mandela. Morgan Freeman dá vida ao Mandela recém-empossado como presidente de uma África do Sul recém livre do apartheid, mas que ainda enfrenta diversas chagas sociais. Para reaproximar brancos e negros, investe na paixão nacional, o rúgbi, já que o país sediava a Copa do Mundo do esporte, em 1995.

‘Mandela – LONGO caminho para a liberdade’

De Justin Chadwick (2013). Produção conjunta do Reino Unido e da África do Sul, o filme se baseia na biografia lançada ainda na década de 1990, pouco tempo depois da libertação de Mandela do cárcere. Idris Elba interpreta o líder político, com flashbacks que remontam sua infância numa pequena aldeia rural, os anos na prisão por conta de conflitos políticos com o regime sul-africano e a primeira eleição democrática ao cargo de presidente da República da África do Sul. O U2 compôs e gravou a música "Ordinary love" para o filme, inspirada em Mandela.

‘Cartas da prisão de Nelson Mandela’

Editora: Todavia. Publicado este ano no Brasil, o livro traz uma coleção autorizada de mais de 200 correspondências, algumas delas inéditas, abarcando os vinte e sete anos em que o líder sul-africano esteve encarcerado. O prefácio é de Zamaswazi Dlamini-Mandela, neta de Nelson.

‘Winnie’

De Darrell Roodt (2011). Jennifer Hudson interpreta a parceira de Mandela, outra figura crucial no combate ao apartheid. Durante a prisão de seu marido, enfrentou ameaças da polícia, foi banida das grandes cidades e sofreu traições por parte de amigos e aliados, além de passar mais de um ano em um confinamento. Dois anos após a libertação de Nelson, eles se separam e acusações de assassinato e fraudes acabam complicando a vida da ativista.

‘Nelson Mandela – Conversas que tive comigo’

Editora Rocco. Com prefácio de Barack Obama, trata-se de um arquivo pessoal de Mandela, com diários, cartas, anotações, recortes de jornais e rascunhos de discursos.

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