terça, 21 de maio de 2019
Artes
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Gravuras de Hermano José compõe exposição que será aberta nesta sexta

André Luiz Maia / 21 de dezembro de 2018
Foto: Divulgação
Hermano José não foi apenas um artista plástico bastante versátil, passeando por diversos suportes e temáticas, como também se destacou como educador, destacando-se sua atuação como professor do curso de Educação Artística (atualmente Artes Visuais) da UFPB.

Para lembrar e conectar essas duas frentes, vem a exposição Ao Mestre, com Carinho, que será aberta nesta sexta (21) na Galeria de Exposições Temporárias da Gerência Executiva do INSS. “Fizemos essa curadoria para celebrar essa união entre o artista plástico e seu talento nato de educador”, pontua o coordenador do INSS Cultural e um dos curadores da mostra, Bertrand Martins.

Tudo começa quando Bertrand é convidado pela professora e vice-reitora da UFPB, Bernardina Freire a integrar um grupo de trabalho do Museu Casa de Cultura Hermano José, que transforma a residência do artista em um local de exposição e acervo permanentes sobre sua vida e obra.

Responsável pelo projeto museológico do espaço, Bertrand se deparou com um acervo muito rico, que começou a despertar o interesse tanto dele quanto de Bernardina para realizar uma exposição temática que aproveitasse aquela vastidão.

No entanto, o “clique” veio por conta de uma reforma na UFPB. Em meio às obras, o arquivo do departamento de Artes Visuais foi vasculhado, revelando uma série de gravuras de alunos de Hermano José, até então inéditas para o grande público. “Foi a partir daí que veio a ideia de fazer uma exposição que mostrasse o trabalho de Hermano e seu impacto nos alunos”, arremata Bertrand.

Ao todo, são mais de 60 obras, incluindo trabalhos do próprio Hermano, de outros artistas colecionados por ele e esse material de nomes como Clóvis Júnior, Fred Svendsen, Milton Ribeiro, Inácio Rodrigues, Walter Wagner, dentre outros.

Obras vão de 1959 a 1993

Agente cultural multifacetado, Hermano José foi artista plástico, poeta, professor da UFPB, gestor cultural e ecologista, tendo transitado por inúmeras instituições onde dedicou-se ao ensino de artes visuais. Os trabalhos apresentados nesta exposição foram concebidos entre os anos de 1959 e 1993, cobrindo boa parte dos seus anos de docência e de sua relação com artistas em formação.

A exposição, em seu recorte curatorial, se concentra na fase das gravuras de Hermano José, classificada por Bertrand Martins como uma de suas melhores fases. No terceiro módulo, que contém as obras dos artistas inspirados e disciplinados por Hermano, há uma divisão em três momentos. “A gente tem obras com retratos, especialmente figuras humanas, depois uma concentração de paisagens e natureza morta. Por fim, trazemos gravuras abstratas. A reunião das obras não foi feita em cima da técnica ou da temática especificamente, nossa ideia é mostrar como Hermano conseguiu impactar no trabalho dos artistas mais diversos, cada um à sua maneira”, relata o curador.

Acervo

A exposição dá uma pequena mostra do conteúdo contido no Museu Casa de Cultura Hermano José. A ideia é que essa seja a primeira de uma série de ações que cative a atenção do público para o legado do artista plástico. “No ano que vem, a ideia é levar esse acervo para outros espaços da cidade, expandindo o alcance do acervo”, pontua Bertrand Martins.

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