quarta, 14 de novembro de 2018
Conscientização
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Postagem de paraibana denunciando apologia a estupro viraliza e tira música de aplicativo

Redação / 18 de janeiro de 2018
Foto: Reprodução
Coube à estudante paraibana Yasmin Formiga, de Santa Luzia, mas que mora em João Pessoa, a reação mais impactante ao funk ‘Só surubinha de leve’, do MC Diguinho, que está sendo acusado de apologia ao estupro. Com uma maquiagem que representa uma vítima de violência e segurando um cartaz onde reproduz o trecho mais virulento da letra do funk, Yasmin viralizou nas redes sociais.

Até às 17h30 dessa quarta-feira (17), sua postagem no Facebook superava os 130 mil compartilhamentos, 1,2 mil comentários e 32 mil reações. Como resultado dessa postagem e de muitas outras que se espalharam nas redes sociais, a plataforma de streaming Deezer retirou o funk do ar e disse que estava monitorando outros conteúdos do gênero: “Estamos em processo de análise de outros conteúdos para tomar as providências cabíveis”.

O Spotify, a plataforma mais popular no momento, soltou nota à imprensa nessa quarta-feira (17) à tarde, afirmando que vai retirar a música de Diguinho do seu catálogo. Segundo a assessoria de imprensa do Spotify, são as gravadoras e distribuidoras que abastecem o catálogo da plataforma e, devido ao volume diário de novas faixas, não é possível estabelecer um controle prévio. O YouTube ainda não se posicionou sobre a campanha. Após a polêmica, Diguinho fechou sua conta no Instagram e no Twitter, onde nos últimos dias o artista divulgava trechos da gravação do clipe, que seria lançado nessa quarta-feira (17).

Música mais buscada

A música foi a mais viralizada no Spotify, um dos principais serviços de música do mundo. Lançado no final de 2017, o funk “Só Surubinha de Leve”, é hit nos fluxos e pancadões, e alcançou nesta semana o topo do Brazil Viral 50 e o 9° lugar na lista mundial da plataforma de streaming.

O vídeo com o áudio somou 14 milhões de visualizações em um mês no YouTube. Com o feito, o funk poderia ser candidato fácil a hit do Carnaval, isso se a letra não tivesse incomodado muitas pessoas.

Além de trazer conteúdo depreciativo às mulheres, em versos como “Só uma surubinha de leve com essas filha da put*” e “Pode vir sem dinheiro, mas traz uma piranha, aí!”, o verso principal sugere embriagar intencionalmente uma mulher para depois estuprá-la: “Taca a bebida, depois taca a pica e abandona na rua”.

Outro MC na mira

Mais um funk na lista dos virais do Spotify também fala sobre sexo não consensual. ‘Vai, Faz a Fila’, do MC Denny, aparece em 30º lugar com versos como: “Vou socar na tua b*ceta sem parar/ e se você pedir pra mim parar, não vou parar/ porque você que resolveu vir pra base transar/ então vem cá, se você quer, você vai aguentar”. Em outro trecho, o funkeiro afirma que a mulher terá que fazer fila para “f*der com 3, com 6, 16, sei lá”.

 

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