terça, 13 de novembro de 2018

Lena Guimarães
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Votos nordestinos

21 de setembro de 2018
A 16 dias das eleições, os líderes nas pesquisas para presidente, Jair Bolsonaro (28%) e Fernando Haddad (16%), direita e esquerda, somados têm apenas 46% das intenções de votos, conforme a última pesquisa, da Datafolha, divulgada ontem.

Os candidatos do chamado centro-democrático – Geraldo Alckmin, Marina Silva, Álvaro Dias, Henrique Meirelles e João Amoêdo - somam 24%. Se estivessem juntos, teriam a chance de mudar a tendência que favorece o petista Haddad, e colocar um seu representante no 2° turno contra o líder, Bolsonaro?

Por fora, corre Ciro Gomes com 13%. Na sequência, Brancos/Nulos são 12% e 5% ainda não sabe em quem votar. Ainda pontuam Vera Lucia (PSTU) e Guilherme Boulos (PSOL), com 1% cada.

A fragmentação dos votos está favorecendo o debate sobre a possibilidade de composição dos candidatos do centro-democrático. Das cinco atuais candidaturas, quatro abririam mão da disputa, para aumentar as chances de um chegar ao 2° turno.

O argumento principal é que as reformas que o Brasil precisa para retomar crescimento e investimentos sociais não serão possíveis para um presidente de um dos extremos, pois exigirão diálogo com o Congresso.

Outra ponderação: o nós contra eles, coxinhas versus mortadelas e direita contra esquerda vai manter os ânimos acirrados, prejudicando o País enquanto favorece apenas os projetos de poder de partidos e pessoas.

Até aqui, a tese não sensibilizou, porque os candidatos ainda acreditam que podem tocar o eleitor. E cientistas políticos confirmam que nenhum deve se acomodar, porque a incerteza continua como marca do atual processo eleitoral. Ao contrário de anos anteriores, há muita desilusão e pouca firmeza nos votos.

Com 17% de Brancos/Nulos e Indecisos, e sabendo que muitos eleitores podem mudar de candidato ou decidir o voto no caminho da urna, não descartam que ocorra uma virada.

Os líderes esperam fortalecer sua posições, e investem no Nordeste, 2° maior colégio eleitoral do País com 26,62% do total de votos. Haddad, esperando surfar na liderança de Lula. Bolsonaro, ainda no hospital, vai mandar os filhos, e espera tirar votos do PT. A região volta a ser disputada.

Torpedo

"Vamos implantar aqui na Paraíba Centro de Controle e Monitoramento, previsto no nosso governo, em João Pessoa, Campina e Patos, inicialmente. Iremos investir na inteligência da polícia. Iremos chamar os 500 aprovados no concurso." (Do candidato João Azevedo (PSB), antecipando o que fará na Segurança se for eleito governador da Paraíba.)

Qual?

Pelo tom de João Azevedo nas entrevistas no Sistema Correio, das duas uma: ou ele não acredita que tem chances de conseguir o apoio do 3° colocado para o 2° turno, ou acha que pode ganhar da oposição unida.

Falidas

Azevedo não poupou críticas a José Maranhão, e alfinetou os prefeitos de João Pessoa e Campina, afirmando que a saúde está falida nas cidades, e que o Estado vai fazer os investimentos nessa área, que não fazem.

Não precisa

O candidato governista descartou construção de um Hospital de Trauma para o Sertão. Disse que vai apenas instalar Unidades de Traumatologia nos hospitais já existentes e que já estariam fazendo esse atendimento.

PM no céu

O deputado Bruno Cunha Lima lamentou o crescimento da violência na região polarizada por Campina Grande, e criticou o governo por ao invés de enfrenta-la, fazer “pirotécnica” com a entrega de um helicóptero à PM.

Dicas

“Não adianta comprar aeronave se o Governo não investe na melhoria das polícias e no serviço de inteligência. É preciso que a segurança seja um tema prioritário no nosso Estado”, defendeu o deputado do Solidariedade.

Homenagem

A Alça Leste de Campina Grande, que está em construção, será denominada de deputado Rômulo Gouveia, assim como um conjunto habitacional. A homenagem foi aprovada pelos vereadores de sua terra.

 

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