sábado, 23 de fevereiro de 2019

Renato Félix
Compartilhar:

Você conhece Helen Keller?

31 de outubro de 2018
Este ano se completaram 50 anos da morte de Helen Keller, uma das figuras mais impressionantes de que já tive notícia. Helen nasceu em 1880, no Alabama, e perdeu completamente a visão e a audição antes de completar dois anos. Imagine crescer com esse bloqueio, praticamente sem haver comunicação entre os pais e a menina, além do contato físico.

Aos sete anos, entrou na vida de Helen uma professora: Annie Sullivan. Com muita força e dedicação, a prefessora usou um método que aliava a linguagem de sinais ao contato físico, com uma soletração na palma das mãos da garota.

Mas como passar a ideia, para alguém que nunca teve contato com a palavra ou os sons, que as coisas têm nomes? Como fazer com que ela entendesse o conceito de nome e que aqueles sinais não eram apenas gestos aleatórios?

Essa batalha (às vezes física) está retratada no ótimo filme O Milagre de Anne Sullivan (1962), de Arthur Penn, com Anne Bancroft como Anne Sullivan e Patty Duke como Helen Keller – as duas repetiam os papéis que já haviam interpretado no teatro e ganharam os Oscars de atriz e atriz coadjuvante, respectivamente. Na Broadway, já haviam ganhado o Tony.

O título original é The Miracle Worker, tirada da definição do escritor Mark Twain a respeito do trabalho de Annie Sullivan. Twain apresentou Helen a amigos ricos que pagaram a educação dela.

Helen Keller se tornou escritora, ativista política, conferencista que viajou a 25 países falando em prol das pessoas surdas. Ela também escreveu pelos direitos dos trabalhadores, direitos das mulheres e contra intervenções militares.

Alguém que era obrigada a viver enclausurada dentro de si mesma conseguiu se tornar uma pensadora e uma lutadora pelos direitos do próximo. Virou uma grande mulher.

Relacionadas