domingo, 13 de junho de 2021


Hermes de Luna
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Um duelo particular de Romero e Luciano

19 de outubro de 2020
Para os gestores das duas maiores cidades do Estado, as únicas que têm possibilidade de um segundo turno, um desafio que se coloca nessas eleições municipais é eleger seus sucessores. Em Campina Grande, nem Cássio Cunha Lima e nem Veneziano Vital do Rêgo, quando eram prefeito, conseguiram eleger o aliado para dar prosseguimento aos seus respectivos modelos de gestão. Em João Pessoa, nem Cícero Lucena e nem Ricardo Coutinho conseguiram emplacar, após um segundo mandato, um aliado como sucessor. Curioso que, neste ano, Cícero e Ricardo duelam por um terceiro mandato. Em Campina, Veneziano apoia a mulher, Ana Cláudia, e o prefeito aposta no ex-deputado Bruno Cunha Lima.

João Pessoa tem um cenário bem diferente este ano. São 14 candidaturas a prefeito, o que pulveriza a intenção de votos e mesmo que tem recall de outras disputas não consegue descolar dos demais concorrentes. Esse é um quadro que, se não houver nenhum acidente grande percurso, deve se manter até um segundo turno. Com dois nomes, numa eventual disputa em segundo turno, essa cortina de fumaça vai se dissipar . Tem que se levar em conta também que, no maior colégio eleitoral, mesmo nomes que entram na disputa pelo maior cargo do Executivo municipal pela primeira vez, têm uma popularidade inflada nessa reta de campanha.

Campina Grande também tem nomes bastantes conhecidos do eleitorado e que podem surpreender em dado momento da campanha. São nomes populares e com propostas bem conhecidas dos campinenses. Sem Romero Rodrigues na disputa direta, o páreo fica mais equilibrado, levando-se em conta que o prefeito que disputa a reeleição tem grande chances de ir para um segundo turno. Quando ele indica um aliado em seu lugar, por mais próximo que seja do seu projeto de poder, essas chances não ficam tão evidentes no senso comum do eleitorado. O mesmo pode ser dito em João Pessoa.

Luciano em João Pessoa e Romero em Campina têm esse desafio extra. A possibilidade de eleger um sucessor para encarar um terceiro mandato consecutivo com o mesmo projeto de gestão sugere uma musculatura eleitoral muito robusta. A liderança desses prefeitos será testada nesse sentido, mas nada indica que uma eventual frustração lhes tirem do páreo de 2022. É um aviso momentâneo, para que que revejam as estratégias, refaçam o plano de voo com embarque previsto para as eleições majoritárias daqui a dois anos.