sábado, 20 de abril de 2019

Sony Lacerda
Compartilhar:

Tentar calar, não adianta

18 de janeiro de 2019
Depois de agredir física e moralmente a advogada (e ex-namorada) Myriam Gadelha- fato levando ao conhecimento do País inteiro por meio das redes sociais e da própria imprensa-, o prefeito da cidade de Sousa, Fábio Tyrone, agora se volta contra jornalistas que saíram em defesa da filha do ex-prefeito Salomão Gadelha e neta do velho líder político Zé Gadelha (ambos falecidos).

Depois da repercussão negativa em relação a agressão contra Myriam Gadelha, Fábio Tyrone, que já tem antecedentes que o incriminam por violência contra a ex-mulher, no Estado do Ceará, estaria disparando artilharia contra o radialista e primo da advogada, Thalles Gadelha.

Pois bem: o prefeito resolveu processar o jornalista (não entendi ainda por qual crime, uma vez que Thalles apenas repercutiu no rádio a má conduta do prefeito, e não poderia ser diferente). Diante do que aconteceu, ele vai ter que mover muitas outras ações contra jornalistas e usuários das redes sociais que se indignaram com o que fez. Vai ter que processar o jornal Folha de São Paulo, que, recentemente, abriu um grande espaço para a defesa da vítima.

“O mais estranho é que eu não cometi crime de nenhuma ordem. Não fiz sangue em nenhuma pessoa. Não espanquei, nem torturei quem quer que seja. Não invadi a casa de ninguém com cenas truculentas e agressivas”, declarou o radialista ao tomar conhecimento de que o prefeito o está processando, na tentativa de obrigar que ele não toque mais no assunto no município.

Ao decidir processar o radialista, o prefeito demonstra estar, realmente, perdendo o prumo. Será que ele não pretende processar também a advogada, alegando, como já insinuou, que ela o provocou?

Tyrone, inclusive, disse que apenas revidou. Sendo assim, deveria ter deixado Myriam e procurado uma delegacia.

Mas, não fez. Aliás, vimos hematomas na advogada. Nele, até agora não apareceu. Se o relacionamento era abusivo por parte de ambos, porque não saiu. O que não dá agora é querer impedir que se defenda uma vítima.

Repúdio

O Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba divulgou nota de repúdio a uma decisão do Tribunal de Justiça, mandando aumentar os salários dos integrantes da magistratura, ao mesmo tempo em que negou haver recursos para corrigir os salários da categoria. Segundo o presidente da entidade, Benedito Fonsêca, a concessão do aumento à magistratura deve elevar a folha de pagamento do Judiciário em R$ 29 milhões.

Afronta

O repúdio se estende, ainda, ao fato, de o Tribunal de Justiça ter alegado, diante das reivindicações do Sindojus-PB, que uma correção salarial para a categoria dos Oficiais de Justiça ultrapassaria o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para Benedito, o elevado valor a ser distribuído nos contracheques de juízes e desembargadores é uma afronta às demais categorias.

Mais R$ 15 milhões

“Isso sem falar que o aporte com a extinção do auxílio moradia precisaria de mais R$ 15 milhões, aproximadamente. Quando o TJPB negou a correção salarial, apresentando as devidas justificativas, os Oficiais de Justiça consideraram a decisão, em parte, como assertiva, visto que eles próprios acompanhavam as “dificuldades” financeiras enfrentadas pelo Judiciário”, destacou o presidente do Sindojus-PB.

Troca de afagos

O deputado estadual Renato Gadelha (PSC)- que está encerrando seu mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba- agradeceu publicamente ao governador João Azevedo (PSB) pela menção elogiosa à lei de sua autoria que obriga empresas que contratarem com o Estado a pagar salários iguais a homens e mulheres na mesma função. Renato Gadelha comentou na postagem agradecendo as palavras do governador.

Reconhecimento

Na postagem no Instagram o governador João Azevedo comemorou o fato de agora a Paraíba garantir em lei a igualdade salarial. “É o reconhecimento natural a um projeto de extrema importância na garantia de um direito básico que é a igualdade salarial. Considero inadmissível quem em pleno 2019 ainda existam empresas que não equiparem os salários”, observou Renato Gadelha.

Em vigor

Renato Gadelha lembra que a lei já está em vigor e vale para qualquer empresa que celebre contrato com o Estado da Paraíba. “Os contratos assinados a partir da publicação da lei de nossa autoria já deverão seguir a nova regra imediatamente. Caberá aos funcionários acompanharem o cumprimento da lei e denunciar os possíveis casos de não observação à regra”, finalizou Gadelha.

Relacionadas