domingo, 19 de maio de 2019

Renato Félix
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Seres humanos e animados

04 de julho de 2018
No último dia 21, Uma Cilada para Roger Rabbit (1988), completou 30 anos. Eu me lembro de quando assisti ao filme pela primeira vez, no antigo Cine Municipal, que ficava na esquina da Visconde de Pelotas com a Barão do Abiaí. O impacto visual era surpreendente. Não era a primeira vez que seres humanos e desenhos animados contracenaram, mas nunca com tanta naturalidade.

Homens e desenhos já haviam dividido a mesma tela diversas vezes. Lá no cinema mudo, Disney já havia feito experiências nos 57 curtas da série Alice Comedies, que colocava uma garotinha live action em aventuras em um mundo de desenho animado, lançados de 1923 a 1927.

Anos depois, na Warner, Gaguinho e Patolino contracenaram com animadores do estúdio e com o produtor Leon Schlesinger no curta Você Devia Estar no Cinema (1940).

A Metro colocou duas de suas estrelas – Jerry, da dupla com Tom, e Gene Kelly – para dançarem juntas em um número fantasioso de Marujos do Amor (1945). Gato e rato também dançaram com Esther Williams, em um dos musicais aquáticos da estrela, Salve a Campeã (1953). Outro astro dos cartoons, Pernalonga dividiu a tela com Doris Day e Jack Carson em Meus Sonhos Te Pertencem (1949).

Em Mary Poppins (1964), a Disney avançou na técnica, colocando Julie Andrews e Dick van Dyke interagindo com um mundo de desenho animado em uma longa sequência.

Uma Cilada para Roger Rabbit foi novamente uma produção da Disney e de Steven Spielberg, mas que contou com a colaboração da Warner. Assim, além dos novos personagens, os atores interagiam com Mickey e Pernalonga, Donald e Patolino, tridimensionais – e desenhados à mão!

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