domingo, 17 de fevereiro de 2019

Sony Lacerda
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Será que é necessário

16 de janeiro de 2019
Não tenho armas em casa e espero eu nunca ter que possuir. Também não serei hipócrita de condenar quem deseja ou quem precisa tê-las, a exemplo de quem mora na zona rural. A questão é: estamos preparados para termos armas em casa? Sinceramente, a história mostra que não, pelo menos para uma parcela da população.

Existem casos como o de criança atirando, sem ter a exata noção do que está fazendo, no coleguinha, irmão ou irmã. São fatalidades, claro. Mas, elas estavam brincando com arma. Tudo bem, teremos cofres. Mas, quem vai fiscalizar casa por casa? Ah! Posso comprovar com foto. Gente, não dá né. Existem casos ainda da famosa “justiça com as próprias mãos”. Aí mora o perigo.

Quando aprendi a dirigir, meu instrutor sempre dizia, dirija não apenas de olho no carro que segue à sua frente, mas no que está à frente deste. Com arma podemos usar regra de vida semelhante. Você pode até estar preparado, passar em testes, tomar cuidados. Mas ,e seus vizinhos da frente e do lado? Serão que estão também, física e psicologicamente? Testes não são balizadores para se ter armas em casa.

Eu posso muito bem fazer “meu dever de casa direito”, mas com a arma à mão, tudo muda. A reação geralmente é impensada porque é inerente ao ser humano essa passionalidade. Devemos temer as consequências. Óbvio, que existem pessoas do bem que só querem se proteger.

O decreto assinado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, cujo objetivo, segundo ele, seria garantir o direito à legítima defesa, garante que cada pessoa possa ter dentro de casa até quatro armas. Em alguns casos, concordo que se faz necessário, mas ainda não quatro. Mas, um cidadão se armar até os dentes fica parecendo até que o poder público não quer arcar com sua obrigação que é de garantir segurança pública. Temos que cobrar segurança, sim. Pagamos impostos para isso. Essa é uma opinião pessoal. Respeito quem pensa diferente.

Ensinando sobre licitações

A Escola de Contas do Tribunal de Contas da Paraíba vai realizar um curso sobre “Licitações, Contratos e Convênios” para agentes públicos. As inscrições se encerraram ontem. Na verdade, diante de algumas aberrações nas prestações de contas, principalmente por parte dos prefeitos, esse curso deveria ser obrigatório a cada ano, ou a cada conta rejeitada. A bem da verdade, quando eleitos, e já que listam prefeito como profissão, deveriam já assumir sabendo.

Presidente

O ex-governador Ricardo Coutinho assume, hoje, a presidência da Fundação José Mangabeira, que é um braço do PSB. O evento acontece em Brasília, na sede da FFJM. Serão empossados ainda Alexandre Navarro e Carlos Amastha. Ricardo deve levar a experiência de oitos anos como gestor maior do Estado para os ares dominados pelas esferas de poder.

Comemoração

A Associação Paraibana da Advocacia Municipalista realiza no próximo dia 24, no auditório da OAB-PB, às 8h, um evento com palestras e homenagens para marcar o Dia do Advogado Municipalista, bem como o primeiro ano de fundação da entidade. Para participar do evento ‘Apam: um ano em defesa da advocacia municipalista’ basta doar um quilo de alimento.

Irregularidades

O juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, Adhailton Lacet, condenou o Estado a realizar obras de reparos de irregularidades estruturais detectadas pelo Conselho Estadual de Alimentação Escolar, na Escola Estadual Domingos José da Paixão. O magistrado julgou parcialmente procedente a Ação Civil Pública proposta pelo MPPB para que o Estado fosse obrigado a fazer as reformas. O MP detectou problemas nas redes elétrica e hidráulica, pedagógicos e administrativos.

Líder

O deputado estadual Raniery Paulino deve ser mesmo o líder da bancada de oposição ao Governo na ALPB. Tem experiência, tem liderança e um jeito tranquilo de quem sabe o que está falando. A bancada deve abrigar 12 parlamentares. Outros dois cotados: Tovar Correia Lima e Camila Toscano não querem, de maneira alguma, “segurar o boi pelo chifre”. Se for pensar direitinho, quem danado é que quer.

Pauta

O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJPB publicou, no Diário da Justiça eletrônico, a pauta de julgamentos dos dias 4 e 5 de fevereiro. Serão promovidas oito audiências de mediação e conciliação pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania do 2º Grau (Cejusc), localizado no 3º andar do Anexo Administrativo do Judiciário estadual, Centro de João Pessoa.

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