quarta, 17 de julho de 2019

Lena Guimarães
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Semana quentíssima

25 de junho de 2019
Estava na pauta da sessão de hoje da Segunda Turma do STF, presidida pela ministra Cármen Lúcia, o habeas corpus no qual a defesa de Lula, alegando “suspeição” e “interesse político” do ex-juiz Sérgio Moro, pede a anulação de sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá, e imediata libertação.

Pela ordem, era o 12° processo e grande a possibilidade de que fosse adiado para agosto, após o recesso do Judiciário. No meio da tarde de ontem foi retirado de pauta sem que a corte informasse o motivo. O relator é Gilmar Mendes, mas votam ainda Ricardo Lewandowski, Celso de Melo, Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Está mantido na pauta de hoje da Comissão de Anistia o pedido de Dilma Rousseff de indenização ao estado brasileiro por, segundo afirma, ter sido demitida de fundação pública em 1977, por perseguição política. A petista, como ex-presidente, tem direito ao pagamento de passagens, hospedagens e diárias para ela e assessores (dois motoristas, dois assessores e quatro seguranças), dois veículos oficiais, cartão corporativo e vale combustível.

Para hoje ainda é esperada a retomada dos debates sobre a reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara Federal, cujo presidente, Rodrigo Maia, espera que seja votada até quinta-feira.

Maia também promete votar nesta semana - e já antecipa que será derrubado -, o Decreto do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizou a posse e o porte de armas, que ele sustenta que é “inconstitucional. Diz que o Congresso vai discutir uma lei que atenda algumas categorias.

E no Domingo, haverá manifestações a favor do ministro Sérgio Moro, da Lava Jato e do pacote anticrime. E conforme afirmam os líderes dos caminhoneiros nas redes sociais, vão parar Brasília e podem parar o Brasil se houver retrocesso na luta contra a corrupção.

Os caminhoneiros dizem que não pretendem fazer paralisação, mas que o Congresso precisa se comprometer com o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro e não atuar contra a Lava Jato. Citam o STF e o caso Lula e reafirmam que estão apoiando o presidente Jair Bolsonaro. Se forem decepcionados, vão parar em todo o País.

Aqui na Paraíba há ato programado na Capital (concentração a partir das 15h, ao lado do Pão de Açúcar da Epitácio Pessoa), e em várias cidades. O clima político promete ser mais quente que as fogueiras de São Pedro.

TORPEDO

Obrigado ao povo da Paraíba, em especial às polícias e forças de segurança do nosso Estado, pelo São João tranquilo que tivemos. Muita festa, muita alegria e 69,2% de redução nos números da violência.

Do governador João Azevêdo (PSB), comemorando a redução no número de homicídios no São João 2019, em relação ao de 2018.

Candidatos. O presidente estadual do PSL citou, em Campina Grande, dois nomes que pode convidar para disputar a sucessão do prefeito Romero Rodrigues: o empresário Arthur Bolinha e o ex-deputado Bruno Cunha Lima.

Pré-requisito. Ambos estão sem partidos e são bem avaliados pelo dirigente do PSL. Arthur Bolinha por ser “empresário com resultados a mostrar” e Bruno, “por ser pessoa decente”. Julian quer um candidato “honesto”.

Fartura. Em Campina, tem fartura de candidatos no bloco de Romero. Na lista, Cássio Cunha Lima, o filho Pedro, o irmão Ronaldinho, os deputados Tovar e Manuel Ludgério, os secretários Bruno e Lucas Ribeiro.

Sem pressa. Em João Pessoa, o bloco do prefeito adia definição para não antecipar o debate sucessório, que reduziria perspectiva de poder de Luciano Cartaxo. Na oposição, a operação Calvário recomenda cautela.

RC é opção. Os girassóis apostam em Ricardo Coutinho como candidato, mas temem que vire vitrine em razão das investigações da Operação Calvário, em andamento, que investigam desvios na Saúde durante o seu governo.

Lutador. Por fora, cresce o nome do deputado Walber Virgolino, que tem se apresentado como combatente da corrupção e defensor das operações que tentam esclarecer corrupção na gestão pública do Brasil e da Paraíba.

ZIGUE-ZAGUE

O PT divulgou carta do ex-presidente Lula da Silva, na qual reafirma esperar um julgamento justo no STF, “o que nunca tive nas mãos de Sérgio Moro”.

“Muita gente poderosa, no Brasil e até de outros países, quer impedir essa decisão, ou continuar adiando, o que dá no mesmo para quem está preso injustamente”, diz.

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