sexta, 19 de abril de 2019

Edinho Magalhães
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Sem ‘Toma lá dá Cá’?

07 de abril de 2019
De volta da viagem à Israel, onde foi benzido pelo padre George, de João Pessoa, o presidente Bolsonaro resolveu estrear um novo estilo ‘paz e amor’. Entendeu que precisava realmente dialogar com o Congresso e com a grande imprensa. Na quarta-feira se reuniu com os presidentes dos principais partidos com representação no Parlamento.

Na sexta-feira foi a vez da grande imprensa ter assento na mesa de café da manhã presidencial. Na pauta, uma tentativa de ‘conscientização cívica’ em torno da Reforma da Previdência, já que não se tem base de apoio.

As conversas foram cordiais e elegantes, quase que convergentes, não fosse por um detalhe: Bolsonaro se nega a praticar o ‘toma lá da cá’, marca registrada do fisiologismo que permeou a relação do Planalto com o Congresso nos últimos 30 anos. E os dirigentes do ‘centrão’ se negam a admitir que aguardam pelo ‘toma lá’ para dar votos à Reforma da Previdência. Tanto é que não se comprometeram com datas e votos. Apenas com a ‘conscientização cívica’ junto às suas bancadas que deverão ser liberadas para votar de acordo com o convencimento de cada um.

Somente Ela

A senadora Daniela Ribeiro foi a única mulher a participar da reunião com o presidente Bolsonaro. A líder do PP no Senado acompanhou o presidente da legenda, Ciro Nogueira.

Calendário da Reforma

Mesmo com tropeços a Reforma da Previdência segue um calendário de votação no Congresso Nacional. O texto deverá ser votado em meados de abril na CCJ. Depois, até julho na Comissão Especial. A partir de agosto ela poderá ser votada em 2 turnos no plenário.

Calendário da Reforma 2

Uma vez aprovada na Câmara, a PEC segue para o Senado. Lá, entra direto em Comissão Especial para emitir parecer sobre o texto da Câmara. Estima-se 30 dias para ela chegar ao plenário, para outras duas votações.Se será aprovada ou não, são outros quinhentos.

100 Dias: Bolsonaro &PL de Efraim

O Governoirá divulgar suas metas dos 100 Dias de Gestão na próxima quinta, 11. Uma delas será o pagamento de 13° aos beneficiários do Bolsa-Família. O presidente Bolsonaro resgatou um PL de autoria do ex-senador Efraim Moraes, aprovado em 2006, que foi barrado na Câmara.

13° e o PT

Ironicamente o PL de Efraim foi barrado em 2007 por um relator do PT, deputado ‘Dr Rosinha’. Dez anos depois outro senador paraibano, Lindbergh Farias, do PT, reapresentou o projeto, que foi arquivado ao fim de seu mandato, ano passado, sem ter sido aprovado.

Pedro Desarquiva PEC

Já o deputado Pedro Cunha Lima pediu o desarquivamento da PEC 431/18, que reduz o número de deputados federais e senadores. A “PEC do Corte de Privilégios” prevê uma diminuição de 24% do número de deputados, caindo de 513 para 394, e de 33% de senadores, que passaria a ter apenas 54 ao invés de 81. A economia esperada é de R$ 3,4 bi a cada 4 anos.

Nova sede em Brasília

O presidente da Atricon – Associação Nacional dos Tribunais de Contas, paraibano Fábio Nogueira informa à coluna que estará inaugurando a nova sede da Associação em Brasília, na Asa Norte, no próximo dia 26 de abril, às 17hs.

Marcha dos Prefeitos

Esta semana Brasília recebe mais uma vez o evento ‘Marcha dos Prefeitos’, com a presença de centenas deles vindos de todo o país. O prefeito de Gurjão, Ronaldo Ramos de Queiroz, será um dos destaques para falar às 13hs da terça-feira, sobre o ‘Prêmio Municiência’.

Marcha dos Prefeitos 2

A senadora Daniela Ribeiro está listada entre os 30 parlamentares que irão falar no dia seguinte pela manha. O governador João Azevedo é esperado para participar do Fórum dos Governadores na quarta, às 15hs. A pauta da vez é a mudança do ‘Pacto Federativo’, para aumentar a participação dos Estados e Municípios na divisão do Orçamento Geral da União.

Frase

"Não existe reforma feita. O que existe é uma proposta de reforma. Não uma reforma do Governo, mas uma reforma pro Brasil. E quem vai modular essa reforma será o Congresso”, deputado Julian Lemos, para a TV CORREIO, sobre a Reforma da Previdência.

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