sexta, 20 de setembro de 2019

Lena Guimarães
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Sem monotonia

08 de setembro de 2019
Em 26 dias entramos no ano eleitoral. Esse também é o tempo que o Senado tem para aprovar o Projeto que já passou pela Câmara e que muda algumas regras para as eleições 2020, mas não a que preocupa mais partidos e candidatos, que é o fim das coligações proporcionais.

Até 2018, os partidos podiam fazer alianças para disputar tanto os cargos majoritários – prefeito, governador, senador e presidente – como para os proporcionais – vereador, deputado estadual e deputado federal. A coligação permitia que os partidos com mais candidatos e votos, ajudassem na eleição dos bem votados dos pequenos partidos. Equilibrava suas chances na eleição.

Agora, permanece a possibilidade de coligações apenas para os cargos majoritários. Para eleger um vereador, cada partido terá que atingir o quociente eleitoral (número de votos válidos dividido pelas vagas a serem preenchidas). Se tiver um bom puxador de votos, pode se sair bem, mas a regra beneficiará os partidos com mais candidatos e fundo eleitoral. Ajudará ter um bom candidato a prefeito.

O Senado ainda pode restabelecer as alianças proporcionais ao analisar o projeto dos deputados, mas em razão do tempo é improvável. A mudança obrigaria seu retorno à Câmara para nova votação.

E os partidos já começaram a lançar nomes para as Prefeituras. Como a pré-campanha é permitida, poderão popularizar suas ideias e propostas. Só não poderão ainda pedir votos.

E João Pessoa já tem um elenco de candidatos com discursos poderosos, a começar pelo atual vice-prefeito Manoel Júnior, do Solidariedade, que já governou Pedras de Fogo por três mandatos, foi deputado estadual e federal, tendo renunciado ao último mandato após ser eleito com Luciano Cartaxo, que já antecipou que o seu PV terá candidato próprio.

O deputado federal Ruy Carneiro admite ser candidato pelo PSDB, enquanto o presidente do DEM, deputado Efraim Filho garante que seu partido estará na disputa, com ele, Felipe Leitão ou Raoni Mendes, o que estiver melhor posicionado.

Os deputados Cabo Gilberto Silva (PSL) e WallberVirgolino (Patriota) são nomes novos na política, sem ligações que comprometam seus discursos. Ainda faltam PSB, MDB, PTB, PT... mas só com esses a campanha seria tudo, menos monótona.

Torpedo

A gente tem uma prática, hoje, de primeiro jogar na mídia o nome das pessoas e depois constatar. Tenho certeza de que alguns dos nomes que foram mencionados não têm nada a ver com o processo, e isso não é bom para o processo nem para a democracia.

Do governador João Azevedo, advertindo para a importância de se ouvir o contraditório e evitar injustiças no caso da denúncia da Operação Calvário.

Aplausos

Um sinal de que os cidadãos não associam o governador João Azevedo a Operação Calvário é que foi aplaudido durante a abertura do Desfile de 7 de setembro, pelos presentes na Av. Duarte da Silveira, em João Pessoa.

Casas

A Assembleia atuará ao lado da bancada federal e construtores da Paraíba, para que o governo federal normalize repasses do ‘Minha Casa, Minha Vida’. O valor retido pela Caixa seria superior a R$ 156 milhões.

Demissões

A Associação dos Construtores diz que o atraso começou em outubro de 2018 e que obras muito esperadas pelas famílias foram paralisadas, bem como funcionários demitidos porque não têm o financiamento.

Pressão

A iniciativa é do presidente Adriano Galdino, que recebeu o apoio dos líderes do governo e oposição. O coordenador da bancada federal, Efraim Filho ficou responsável pela audiência com o Presidente da Caixa.

Superlotação

A Defensoria Pública da Paraíba concluiu levantamento no presídio Silvio Porto sobre a situação dos detentos que assiste. No relatório consta que com capacidade para 609 presos, abriga atualmente 1.740.

Alternativa

A Defensoria diz que constatou, além da superlotação necessidade de colchões, roupas, alimentação e medicações, “entre outras coisas”. Informa que pedirá progressão de regime para quem tiver direito.

Zigue-zague

O presidente Jair Bolsonaro voltou a surpreender, ontem, o descer do palanque e interromper o desfile de 7 de Setembro para cumprimentar o público nas arquibancadas.

Fez isso no horário do desfile aéreo. Foi sem segurança especial, acompanhado de Sérgio Moro e Luciano Hang. O grito de “Mito, Mito” se espalhou pela Esplanada.

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