domingo, 19 de maio de 2019

Lena Guimarães
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Sedução do PSD

16 de abril de 2019
Se depender do deputado Manoel Ludgério, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, atualmente filiado ao PSDB mas insatisfeito ao ponto de já ter admitido publicamente que está analisando alternativas, vai escolher o PSD como seu futuro partido.

E ao contrário do PSL - partido pelo qual seu irmão, Moacir Rodrigues, se elegeu deputado estadual e que já foi considerado uma opção, descartada em função das brigas internas por poder -, no PSD já entraria como presidente estadual, com os aplausos dos filiados.

Manoel Ludgério lembra que desde a morte de Rômulo Gouveia, o PSD está sem uma “grande liderança, com expetativa de ser um líder estadual”. Na sua análise, a filiação de Romero supriria essa lacuna.

Para ele, se confirmada a filiação antes dos prazos legais para as eleições do próximo ano, vai tornar o PSD atrativo para outras lideranças, favorecer seu crescimento a nível estadual e influir na expectativa de vitória dos seus candidatos.

Palavras de Ludgério: “Partido que quer crescer não pode abrir mão da filiação de um Romero Rodrigues, nem pode abrir mão da disputa de uma Prefeitura como a de Campina Grande. Ele vem para fortalecer o PSD, ter independência. Um homem do tamanho político de Romero precisa de ter um partido do qual seja presidente, e que ele possa proporcionar o crescimento dessa legenda a nível de Estado”.

Três fatores têm determinado escolhas partidárias: a imagem do partido diante do eleitorado; tempo para falar com os eleitores - a propaganda eleitoral; e os fundos partidário e eleitoral, porque permitem boa estrutura para o partido e condições de disputa para os candidatos.

O PSDB, atual partido de Romero, caiu de 54 deputados federais eleitos em 2014 para apenas 29 em 2018. Com isso, perdeu tempo de propaganda. O PSL terá o 2° melhor, e o PSD, o 4°, pois elegeu 35 para a Câmara Federal. No que diz respeito ao fundo partidário, o PSL ficou com a maior fatia (12,81% dos R$ 927,7 milhões), seguido pelo PT, PSDB e PSD, este em 4° lugar com 6,43%.

No quesito imagem, a perda de quase metade da bancada pelo PSDB diz muito. O PSL ocupa manchetes pelo “laranjal” e brigas internas. O PSD, que tem a 2ª maior bancada no Senado e quer um presidente na Paraíba, não é opção a ser descartada. Principalmente depois desses elogios todos de Ludgério.

TORPEDO

"Os investimentos são definidos por outras instâncias de governo e nós, governadores, não participamos. Nós queremos, sim, participar do desenvolvimento e fazer com que a Sudene volte a ter um papel importante de planejamento e desenvolvimento para a região Nordeste."

Do governador João Azevedo, revelando que governadores do Nordeste querem participar das decisões de investimento do Banco do Nordeste.

Reforma

No programa Fala Governador, João Azevedo repetiu críticas a reforma da Previdência. Citou a proposta de desconstitucionalização, o tratamento ao trabalhador rural, redução do BCP e o sistema de capitalização.

União pelo...

A deputada Pollyanna Dutra (PSB) se reuniu, ontem, com a direção e pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), e pediu apoio científico para definição de pauta eficiente para o nosso semiárido.

... semiárido

Presidente da Frente Parlamentar do Semiárido, ela acha que união das visões científica e política garantirá melhores resultados. Salomão Mederios (INSA) apontou segurança hídrica e alimentar como prioridades.

Inquestionável

A vitória de Manoel Isidro no Sindifisco foi maiúscula. Conseguiu a reeleição com 61,96% dos votos dados a candidatos a presidente. Recebeu 422, contra 259 do seu adversário, Manoel Lira.

Congelado

Bolsonaro comprou briga difícil de vencer: mandou para o Congresso a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020 com salário mínimo de R$ 1.040, ou seja, reajustado apenas pela inflação, sem aumento real.

Congelado 2

Até 2019 o salário mínimo foi corrigido pela inflação do ano anterior mais o PIB de dois anos antes, o que permitiu alta real de 74,33% entre 2004 e 2018, período no qual a economia estava em crescimento.

ZIGUE-ZAGUE

< O ministro Alexandre de Moraes censurou o site O Antagonista e a revista Crusoé, e proibiu a matéria “O amigo do amigo do meu pai”. Pior para Dias Toffoli e para o STF.

> A repercussão é enorme. Quem não leu, agora está querendo saber porque Toffoli ao invés de esclarecer relação com Emílio Odebrecht, optou pela censura à imprensa.

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