domingo, 17 de fevereiro de 2019

Sony Lacerda
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Se não for pra causar…

02 de fevereiro de 2019
Sabe aquela expressão: “se não for pra causa, eu nem saio de casa”. Caberia certinho para o deputado estadual Tião Gomes, que já entrou no plenário ontem dizendo: “Eu sou terrorista”. E, meu fi, após a virada de mesa, eu acredito que é mesmo. Primeiro, Adrianao Galdino, do PSB, foi eleito por unanimidade para presiidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba. Tião, que já estava irredutível desde sempre, disse que não abria mão, já que tinha oito mandatos, de ser candidato na eleição do segundo biênio. E foi à tribuna. Disse que, menino, tinha sido prefeito de Areia, que foi fiel ao ex-governador Ricardo Coutinho e que merecia se candidatar. “Sabe porque sou temperamental, porque eu digo a verdade. Sou verdadeiro. Sou um guerreiro. Defendi o Governo Ricardo Coutinho por oito anos e poucos tiveram coragem de fazer o que eu fiz. Em mim, ninguém manda, só Deus. De joelho só na Igreja, rezando. Tem gente que almoçava na Granja e jantava com Maranhão na campanha de João Azevedo”. Ah! Antes de começar o discurso, Tião já havia dito que ao final todos teriam uma surpresa. E que surpresa.

Após 20 minutos de discurso , Tiao jogou a bomba: disse que retirava a candidatura para ser vice, mas de Adriano Galdino, que não contou conversa e assinou a chapa. “Digo aos paraibanos e a Paraíba que aceito e sou candidato ao segundo biênio. Mas, minha lealdade continua”. Tião não só provou um ‘racha’ na bancada governista como contou com o apoio da maioria da bancada oposicionista. Depois disso, foi um corre de lá e outro de cá. O semblante de Hervázio não escondia a frustração e a desolação causadas pela rasteira - se é que podemos chamar assim. Mas, o socialista registrou a chapa. E, obteve apenas 13 votos. Agora, não existe mais grupo de Ricardo, muito menos de Azevedo, existe uma Assembleia Legislativa ‘independente’, em parte, só não se sabe até quando.

Pelos bastidores 1

Já falando como líder do Governo, o deputado Ricardo Barbosa sugeriu que a urna que seria usada na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa fosse colocada no púlpito, talvez pensando em alguma intempérie. Não deu certo, mas o parlamentar não saiu do lado. Primeiro, ficou por ali, rondando, depois não se conteve e sentou ao lado da urna. Ao final, não teve quebradeira, como já presenciamos em outra legislatura, apenas choradeira.

Bastidores 2

A deputada Cida Ramos por pouco não toma posse, O motivo : falta de acessibilidade no plenário. Ela só conseguiu mesmo entrar, mas no mais só havia batente como obstáculo. Poucos viram, mas a deputada quase caiu em determinado momento. Ela afirmou que esteve com Gervásio Maia Filho, durante inspeção às obras. Pelo visto, ficou só no discurso.

Bastidores 3

Jeová Campos apresentou requerimento para que a eleição da Mesa do biênio subsequente acontecesse na sessão de ontem. Adriano Galdino disparou: “O senhor, sabedor do direito que é, sabe que esse requerimento é inócuo”, e arquivou. Jeová pediu a palavra e recebeu um sonoro NÃO. Pense num canto de carroceria, como diria “lá em nós”.

Bastidores 4

O deputado Adriano Galdino ‘fechou’ com a cara dos parlamentares, minutos antes da votação da Mesa para o segundo biênio: “Deixem o celular na mesa, não é para levar à cabine de votação”. Mais moído. Ricardo Barbosa, com espírito apaziguador, até disse que Galdino estava correto. Hervázio, que concorria à presidência, reclamou. Gadino disparou de lá: “Vocês estão querendo filmar o voto, é? Eu recebi a informação de que os deputados estariam querendo filmar o voto”. Obedeceram!!!

Bastidores 5

Adversários na política em Guarabira, o prefeito da cidade Zenóbio Toscano, que estava na ALPB prestigiando a posse da filha Camila, e o deputado federal, que deve ser alçado a líder da Oposição passaram uns 20 minutos de conversas ao pé do ouvido. Tudo em prol da candidatura (que não vingou) do deputado Tião Gomes. Aliás, ponto positivo para a oposição: votou completamente unida nas eleições dos dois biênios.

Mineral e as pazes

O suplente de deputado estadual Antônio Mineral informou ontem que, depois de décadas, fez as pazes com o grupo de Nabor Wanderley e Hugo Motta. Para quem acompanha a política na região de Patos, sabe que sempre foram adversários ferrenhos e que Mineral sempre votou com os Wanderley - Dinaldo e Dinaldinho. Oque levou à mudança de lado, ainda é mistério, mas política é assim mesmo...

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