sábado, 20 de abril de 2019

Edinho Magalhães
Compartilhar:

Rodrigo e a Bancada Paraibana

15 de janeiro de 2019
Enquanto candidato à reeleição o presidente da Câmara dos Deputados, que esteve na manhã de ontem em João Pessoa, evita falar em números sobre quantos votos poderá ter da bancada federal paraibana. É certo que o valor de nossa bancada não se traduz em quantidade (são apenas 12 num universo de 512 deputados), mas na qualidade de seus membros, na variedade de partidos que ela representa e o poder de influência de nossos parlamentares nas decisões partidárias em Brasília. Foi isso, em primeiro lugar, que trouxe Rodrigo Maia à Paraíba, além, é claro, da proximidade que o parlamentar ‘carioca-paraibano’ tem com seu colega de partido, Efraim Filho, que já foi líder da legenda na Câmara Federal. Aliás, se eleito for, há expectativas de que Efraim possa assumir estratégica relatoria entre as importantes reformas que serão pautadas por Rodrigo no Congresso Nacional, este ano. E por ser importante, a bancada tem que ter em vista justamente isso: ocupar espaços estratégicos nos trabalhos da Casa, sejam na Mesa Diretora, ou em lideranças partidárias ou, ainda, em presidência de comissões temáticas.

É importante agir e atuar no protagonismo do Legislativo Federal.

Do contrário a bancada terá um valor apenas consultivo, dizendo ‘sim ou não’ aos candidatos sem compor chapas e, portanto, sem participar das decisões.

Palpite

Do alto de sua experiência de ter sido deputado federal por 4 mandatos e ter ocupado inclusive a Presidência da Câmara, o ex senador Efraim Moraes arriscou um palpite à coluna sobre os votos de Rodrigo Maia. “Da bancada paraibana deverá chegar a 10. E no plenário poderão ser 300”.

Sobre Aguinaldo

“É um grande líder. Foi líder do partido e líder do Governo. Mas o PP está seguindo outro caminho. É legítimo. Mas não estou tirando nada de ninguém”. (sobre eventual apoio de Rodrigo ao PP, firmado ainda em 2017). “Espero que eles revejam essa posição e possam voltar a integrar o bloco que me apóia. Seria muito bom ter Aguinaldo conosco novamente”.

Bastidores

Enquanto presidente da Câmara e líder do Governo, Rodrigo Maia e Aguinaldo tiveram uma proximidade muito além dos cargos institucionais. Era comum jantarem juntos e decidirem fora da Câmara a pauta de votações no Congresso. Sempre em comum acordo.

Sobre o ‘primo’ Gervásio

Sobre Gervásio Maia, seu primo distante, a ausência foi justificada porque ele esta viajando de férias (Fernando de Noronha): “Ele deve votar com o partido. Espero que o PSB também possa rever sua posição e continuar conosco, como esteve na eleição de 2017”.

Sem Banheiro

Momentos antes da entrevista coletiva de Rodrigo Maia à imprensa, presenciamos a conversa de dois dirigentes do Democratas sobre a disposição dos gabinetes dos deputados eleitos:

- “Os gabinetes do anexo 3 da Câmara não tem banheiro...algum paraibano ficou por lá?”

- “O deputado Julian Lemos.”

Ao que um assessor desavisado pegou o bonde andando:

- “vixi! Julian vai fazer xixi no corredor?”

Produção

Ao longo de 2018 a Câmara dos Deputados aprovou 149 propostas no Plenário e mais 152 projetos na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em caráter conclusivo, que não precisam passar pelo Plenário. Trata-se de uma produção compatível com a dos anos anteriores, mas o que chama atenção é o elevado número de medidas provisórias entre as propostas aprovadas: cerca de 20% desse total.

Produção 2

Entre os 149 projetos aprovados, 30 foram medidas provisórias, 50 projetos de lei, 61 projetos de decreto legislativo, 4 projetos de resolução e 4 projetos de lei complementar aprovados no Plenário. Sabe-se que Medida Provisória aprovada é o Executivo legislando...

“Gervásio estará num dilema...levando em conta minha origem e base familiar que é paraibana, e nosso Maia é o mesmo, ou ele vota na família ou vota no partido”, Rodrigo Maia, arrancando risos dos jornalistas em João Pessoa.

 

Relacionadas