segunda, 19 de agosto de 2019

Sony Lacerda
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Ricardo e suas peculiaridades

02 de janeiro de 2019
Ricardo Coutinho entregou o Governo, após oito anos, ao companheiro João Azevêdo. Com um estilo bem peculiar de fazer política. Não é de dar ouvidos, nem mesmo a aliados mais próximos – a não ser que tenham um poder de convencimento muito bom -, não é de ceder a pressões, que o digam os deputados estaduais, especialmente no primeiro mandato. O segundo, segundo o próprio Ricardo, foi mais ‘tranquilo’. É o tipo de político que não está preocupado com opiniões, quando tem convicção e certeza de estar certo. Bem, há quem ame e há quem odeie. Vai entender!

O que não se pode negar é a história do socialista. Em tempos de críticas à reeleição, mostrou que o segundo pode ser sim igual ou melhor do que o primeiro, o que tem sido difícil de ser ver por aí. Mais uma vez surge a história de Ricardo Coutinho, que decidiu não se acomodar. Se for discurso para “cego ver”, meu fi, nem adianta. Deixa o Governo com alguns calos abertos, bem abertos, a exemplo da (in)segurança pública. Tamanho desgaste, segundo a rádio peão, teria sido o único ponto de desavença entre o antecessor e o sucessor.

A não permanência de Cláudio Lima no novo Governo, quando todos os demais permaneceram, tem muito a dizer. Óbvio que houve esforços, com algumas quedas nos números, mas muito oscilantes. A violência está nas ruas, não só na Paraíba, mas em todo o País. Concordo, quando se fala que a política de segurança pública precisa ser uma união dos esforços dos Governos federal, estadual e municipal.

Ricardo deixa o Governo como um dos governadores que mais cumpriram promessas de campanha, o que é bom. Se tornou uma liderança política, sem ter berço ou sobrenome político. Ricardo é Ricardo, e como diria “lá em nós”: é diferente. Isso é uma constatação. Ontem, durante a solenidade de posse, ao ser perguntado sobre o futuro, no caso uma pré-candidatura a prefeito de João Pessoa, Ricardo voltou a desconversar. Mas, isso é uma questão de tempo.

Cobrança? Teremos

O governador João Azevêdo mandou um recado claro: a equipe de auxiliares pode até ser a mesma, mas esses que permanecem “serão cobrados interna e externamente”. Em vários momentos do discurso de posse, no Centro de Convenções, enfatizou que esse não é um “começo, mas um recomeço”. Em resumo, afirmar isso, segundo o socialista, o esforço de manter a máquina estatal nos trilhos seria redobrada. Agora, é esperar para ver se a expressão “projeto de continuidade” terá sentido desta vez.

Via de mão dupla

João Azevêdo mandou um recado também ao novo Governo Federal. Disse que respeitará, desde que a Paraíba também seja respeitada e ouvida. “Pacto Federativo deve ser uma via de mão dupla”. O presidente Jair Bolsonaro deu declarações de que o pacto sairá na sua gestão. Essa proposta segue ‘engavetada’ nas gavetas do Congresso Nacional, mas se faz necessária.

Sem retrocesso

Que retrovisor, que nada. “A Paraíba não vai e não pode retroceder”, declarou João Azevedo, ao final do discurso, que se emocionou ao citar os ensinamentos dos pais, e ao falar da esposa, filhos e netos, pedindo desculpas pela ausência durante a campanha. Por fim, falou do que representará esse  Governo: “Segue o trabalho”. Segundo antecipou o governador, esse será o novo slogan da gestão.

Fiquemos ligados!

Fiquem atentos a três pontos, que vêm gerando polêmica e que devem permear muitos discursos ainda, destaques na fala do presidente da República, Jair Bolsonaro: a questão do combate à corrupção (mas é preciso começar de casa e dar exemplo, senão, não vai convencer), para o fato de que as escolas sejam capazes de preparar para o mercado e não para a militância política. E, por último, a ‘liberação’ do uso de armas: “o cidadão de bem merece dispor de meios para se defender”. Vai ser moído!!!

Pensando juntos

Empossado presidente da Câmara da Capital, o vereador João Corujinha ressaltou que o Legislativo municipal nunca esteve tão próximo da população. Acredito que nossos vereadores têm entendido cada vez mais que não adianta ficar se digladiando em plenário. A prova disso foi a aprovação da emenda à Lei Orgânica do Município que cria o “Orçamento Impositivo”.

Empolgou-se

E o agora empossado vice-presidente da República, General Antônio Mourão, quase roubou a cena ao fazer o juramento da posse no Congresso Nacional. Falou com tanta veemência e empolgação que mais parecia estar diante das tropas em um dia de revista. Só faltou apenas a continência. Mas, a julgar pela empolgação, começou bem, até demais.

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