sábado, 17 de agosto de 2019

Sony Lacerda
Compartilhar:

Regras ‘mais rígidas’

19 de dezembro de 2018
Regras “mais rígidas”. Essa foi a justificativa dada pelo Conselho Nacional de Justiça para voltar o auxílio-moradia, suspenso, para magistrados. Não vou dizer que não mereçam ou que seja legal, mas porquê não, imoral. Ah! Se as regras agora estão mais rígidas, significa dizer que não eram no passado? Não posso afirmar, nem vou julgar, cada um que puxe pela consciência.

Em um País onde desempregados temos aos milhões e onde categorias ‘mais necessitadas’, e não menos importantes, não têm esse direito ou outros a exemplo dos que são dados aos nossos congressistas. Esses sim, criticam mas quando se trata do próprio umbigo, todo mundo se faz de morto. Legislam em causa própria como ninguém e nós, como sempre, não reagimos.

Me veio à mente, o discurso do novo presidente eleito, Jair Bolsonaro, - e da futura equipe econômica - de que todos terão que dar a sua cota-parte para que o Brasil saia do poço sem fundo onde se encontra instalado hoje. Eu concordo, mas que seja cobrado de todos, sem exceção. O problema é que nem todos querem ou vão abrir mão, querem apenas que outros o façam. E, não. Não é justo mesmo meu fi.

Se começarmos a fazer uma concessão aqui, outra ali, do jeito que vai, só vai escapar desse poço quem nunca nem entrou ou estava na ‘peinha de nada’. Mas,a grande maioria, essa parece que não vai enxergar a luz no túnel nem tão cedo.

Ainda sobre o auxílio-moradia, o CNJ estima que, pelas novas regras aprovadas ontem, cerca de 1% dos 18.168 magistrados na ativa em todo o país terão direito a receber o benefício, ou seja, algo em torno de 180 juízes ou desembargadores.

será que vai?

Bastou anunciar que votará em Adriano Galdino, para futuro presidente da Assembleia Legislativa, que deram início as especulações sobre o desembarque de Moacir Rodrigues, eleito deputado estadual e que vem a ser irmão do prefeito Romero Rodrigues, na base aliada do governador eleito João Azevêdo. O líder Hervázio Bezerra já disse: “Não podemos rejeitar apoio”. Há quem diga que é impossível. Criaturas, depois dessa eleição, nada mais me surpreende...

Museu na praça

Em entrevista ao Correio Debate, o desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos disse que pode propor a João Azevêdo que o atual prédio do Tribunal de Justiça seja transformado em um museu - em uma ação conjunta dos dois Poderes - e que o Governo ceda um terreno para a construção de uma nova sede. Mas, por enquanto, ainda é uma ideia.

Descanso

A deputada Daniella Ribeiro disse que ainda está “no estaleiro” quando perguntada sobre as atividades parlamentares, dentro e fora da Assembleia Legislativa. Eleita senadora pelo PP, Daniella disse que participará da sessão para apreciação da Lei Orçamentária e só. Depois, será descanso total até a posse em fevereiro. Até porque Brasília são outros 500...

Barra/ignore

Sobre as declarações de Olavo de Carvalho (até ontem, eu nunca tinha ouvido falar perdoem-me a ignorância), de que “Os jornalistas são os maiores inimigos do povo, seja nos EUA ou no Brasil”, apenas dizer que cada um diz o que quer, e você dar a importância que quer também. Ou seja, uma afirmação dessas se ignora solenemente. Não estou dizendo que jornalistas são santos. Em toda categoria existem profissionais e profissionais. Agora, cabimento, eu não dou para qualquer um.

Sem ‘zuada’

A ex-prefeita Francisca Motta preferiu não fazer estardalhaço sobre a saída do PMDB, partido a qual foi filiada por décadas. Disse que a ida para o PRB foi construída pelo neto, o deputado federal reeleito Hugo Motta, que preside a legenda no Estado. Na verdade, o MDB perdeu a família inteira e corre o risco de perder prefeitos aliados não só de Nabor Wanderley, pai de Hugo, como do próprio deputado federal e da avó. Política meu fi...

Nota da Abert

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão se manifestou em nota divulgada sobre as declarações: “A ABERT reitera que os jornalistas têm como missão informar, com responsabilidade, a sociedade sobre os assuntos de interesse público. Qualquer ato ou afirmação que distorça o trabalho dos profissionais de comunicação é fruto de intolerância e de total desconhecimento do papel da imprensa em um país democrático”.

 

Relacionadas