sexta, 20 de setembro de 2019

Sony Lacerda
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Racha declarado

17 de agosto de 2019
Agora, meu fi, o cancão piou e não tem quem faça parar. Existe sim um racha no PSB paraibano. De um lado, apoiadores do ex-governador Ricardo Coutinho trabalhando para colocá-lo na presidência estadual da legenda. Do outro, o presidente estadual Edvaldo Rosas apoiado pelo governador João Azevêdo trabalha pela manutenção do atual comando estadual. Alguns socialistas até tentam esconder o grave problema interno, mas alguns com as línguas mais soltas preferem soltar o verbo e escolher logo um lado. É como se diz lá no interior: é briga de ‘cachorro grande’.

Nessa disputa, a preço de hoje, o governador João Azevêdo sai com vantagem por ter a caneta na mão. Prefeitos e lideranças políticas dependem de cargos pelo interior a fora. Tanto é, que alguns gestores chegaram até a assinar uma lista no intuito de destituir Edvaldo Rosas do comando do PSB paraibano, mas horas depois voltaram atrás e retiraram os nomes.

A rádio peão informa que a tão ‘famosa’ lista já percorre a Paraíba levada por aliados de Ricardo Coutinho, em busca de assinaturas que poderiam dissolver o Diretório estadual da legenda, forçando a realização de nova eleição interna. O problema, como já falei, é que João Azevêdo está com a caneta, enquanto que Ricardo possui apenas a popularidade de um governo bem sucedido e com perspectiva de poder para as eleições de 2020.

Mas, dentro dessa crise no PSB, uma peça volta a ser estratégica diante das decisões internas dos girassóis, mesmo não sendo da legenda. O atual secretário de Comunicação do Estado, Nonato Bandeira, agora com João Azevêdo, mais uma vez, está no meio da disputa. Será? Quem não lembra que em 2012, Nonato esteve ao lado de Luciano Agra na aliança feita com o PT, elegendo Luciano Cartaxo prefeito e derrotando a candidata de Ricardo Coutinho? Nesse jardim girassol, quanto mais adubo se colocar, mas as raízes teimam em não se entender.

Pedro é Livres

O deputado federal Pedro Cunha Lima agora integra a “bancada da liberdade” na Câmara dos Deputados, formada por nomes da política nacional, comprometida a trabalhar por um Brasil mais livre. Todos os vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores associados ao Livres têm o compromisso de avançar nessas pautas. O Livres comemorou a chegada de Pedro e destacou o currículo parlamentar de destaque apesar da pouca idade do paraibano.

Gargalhada

A deputada Pollyanna Dutra arrancou boas risadas de colegas e de participantes da reunião realizada pela Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico em Campina Grande, na Associação Comercial da cidade, ao dizer que o governador João Azevêdo é bem mais cara “da gente” do que o ex-governador Ricardo Coutinho.

Desenvolvimento

A Frente Parlamentar, que é presidida pelo deputado estadual Eduardo Carneiro, já tem data para voltar a Rainha da Borborema. O próximo encontro com o setor produtivo acontece no dia 5 de setembro com a presença do secretário executivo da Receita da Paraíba, Bruno Frade, para discutir possível revogação de leis. Tema importante em pauta.

Moído na Saúde

O deputado Felipe Leitão encabeçou o apelo feito por servidores do Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, que alegam perseguição na unidade hospitalar. Ontem, se intitulando “vice-líder do G11”, bloco governista que atua na Assembleia Legislativa com certa independência do poder Executivo, se reuniu com o secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, e apresentou as denúncias. O gestor se comprometeu a realizar uma averiguação minuciosa.

Contra violência

Começa na segunda-feira a 14ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, evento do Conselho Nacional de Justiça, que conta com a adesão de todos os tribunais de Justiça do país. O objetivo é julgar processos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher. No Judiciário estadual, 44 unidades vão participar, com 751 audiências agendadas. A abertura dacontece no Fórum Regional de Mangabeira.

Decisão

O ex-prefeito de São Sebastião do Umbuzeiro Francisco Alípio Neves foi condenado a três anos de reclusão e 100 dias-multa, sob a acusação de irregularidades na aquisição de material de expediente. A pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária equivalente a cinco salários mínimos. A sentença foi prolatada durante o Mutirão da Meta 4, pelo juiz Sivanildo Torres Ferreira.

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