terça, 16 de julho de 2019

Renato Félix
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Páginas da HQ paraibana

30 de janeiro de 2019
Cinema e quadrinhos nasceram "oficialmente" mais ou menos na mesma época, ali no final do século XIX. Mas enquanto a primeira forma de arte não demorou muito a virar uma diversão popular, a segunda levou décadas apontada como um meio de segunda ou terceira classe. Às vezes coisa de criança, às vezes prejudicial à criança. O tempo foi mostrando, mesmo com muita resistência, que a HQ pode ser para criança, mas também pode ser para adulto.

Mas todo esse preconceito histórico foi um problema a mais para os artistas do quadrinho. Não foi diferente no Brasil, aqui tudo é quase sempre mais diferente para os artistas em geral. Por isso, no Dia do Quadrinho Nacional, uma sugestão é procurar conhecer alguns dos talentos da arte sequencial brasileira, que vai muito além de Mauricio de Sousa. E os quadrinhistas paraibanos também estão aí, com seus trabalhos, prontos para trocar uma ideia.

Desde os medalhões, como Henrique Magalhães e as tiras de sua contestadora Maria, ou Emir Ribeiro, e as aventuras de sua gigantesca loura Velta, ou ainda o saudoso Cristóvam Tadeu e as tiras que deixou do bebum Bartolo, ou o metalinguístico Lampirão.

Mike Deodato, filho de Deodato Borges (que inaugurou a arte sequencial por aqui com As Aventuras do Flama, nos anos 1960), está sempre nas bancas e livrarias com as aventuras que desenha para a Marvel, mas há obras autorais suas no álbum Quadros, da Editora Mino. Shiko já deixou sua marca em álbuns como Lavagem ou Piteco — Ingá.

A nova geração também mostra serviço, impresso ou pela internet. Igor Tadeu, com seu One Hit Wonders; Samuel de Góis e suas experimentações narrativas existenciais; Ricardo Jaime, que vai dos super-heróis aos quadrinhos infantis; Gabriel Jardim e sus produções via Catarse; Thais Gualberto, que publicou sua Olga na Folha; ou Paulo Moreira, sucesso na internet que lançou semana passada seu álbum Mar Menino.

Quase tudo fácil de achar, on line ou na gibiteria Comic House, do nobre Manassés, em Tambaú. Abra a página!

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