domingo, 15 de setembro de 2019

Roberto Cavalcanti
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Otimismo

14 de julho de 2019
Garanto que o título não tem a ver apenas com a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Mas, não há dúvida de que tal vitória dos que tentam reconstruir esse nosso Brasil já está repercutindo nacional e internacionalmente. Economia é assim: vive de expectativas positivas ou negativas.

Questionado dias atrás sobre o efeito da mesma, eu disse que, para mim, o que valia, neste nosso momento, era bradar aos quatro ventos: aprovamos mais uma reforma! As contas e seus impactos no ajuste fiscal faremos a posteriori. O que vale agora é brindar a sua aprovação.

Nada de positivo será comemorado por uma mídia que torce contra. Como destacar de forma positiva uma vitória acachapante do “Sim”?

O placar de 379 x 131 votos no primeiro turno da Câmara foi um capote desmoralizante. Para o mundo econômico, o que importa é que o Brasil está se reformatando.

No ‘day after’, o que foi noticiado, como sempre, foi o derrotismo. A vitória não teria sido do governo, foi da Câmara, jamais de Bolsonaro e de sua equipe. As manchetes privilegiaram Rodrigo Maia.

Na desconstrução da vitória, o que importava era destacar que a economia efetiva será menor que a esperada pela equipe econômica. A comemoração dos contra, mais uma vez, é contra o Brasil.

É lógico que se não equilibrarmos nossas finanças, quem perderá é o Brasil, e por consequência, todos os brasileiros.

Comemorei! Posso não estar de barriga cheia, porém aquele placar foi irrefutável, arrasador. Que alegria tive ao amanhecer e constatar o pânico dos derrotistas nas redes sociais.

Vou agora comemorar uma real vitória que está sendo camuflada pelos negativistas. Nossa arrecadação federal, em maio, cresceu 1,92% e foi a maior desde 2014. Com a palavra o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias: “O desempenho está muito melhor do que no ano anterior”.

Vamos aos números: o recolhimento de tributos federais somou R$ 113,278 bilhões, alta real de 1,92%, ante o mesmo mês de 2018. No acumulado do ano, de janeiro a maio, o resultado também foi o melhor em cinco anos. A arrecadação totalizou R$ 637,649 bilhões, alta real de 1,28%, considerando o mesmo período do ano passado.

Tivemos comparativamente ao ano anterior, os seguintes expressivos aumentos: receita própria de órgãos federais, +5,78%; arrecadação de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos do capital, de +23,47%; e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) vinculado a importação, alta real (IPCA), de +9,61%.

Tivemos ainda a arrecadação total do IRPJ/CSLL (Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica e Contribuição social sobre Lucro Líquido) em maio, de R$ 12,834 bilhões, com uma alta real de +5,77% ante o mesmo mês de 2018.

O que isso demonstra? Que mesmo estagnados em nosso crescimento do PIB, estamos conquistando vitórias.

Melhoras na arrecadação é o resultado do empenho em atingirmos o almejado equilíbrio fiscal. Com esse objetivo atingido, o Brasil voltará a investir na reconstrução da sua infraestrutura básica, na saúde, na educação e na segurança, sanando várias de nossas carências.

Esse é o nosso gigante adormecido chamado Brasil. Imaginem só quando tivermos, a contragosto de uma minoria gritante, cumprido as aprovações das reformas básicas e essenciais que, finalmente, poderão proporcionar competitividade ao Brasil?

Peço que Deus ilumine o deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro, relator da reforma Tributária, para que possamos ouvir no futuro a expressão “Custo Brasil” de forma positiva. Tenho certeza que, ao darmos competitividade a nossa economia, surpreenderemos o mundo.

Roberto Cavalcanti. Empresário e diretor da CNI

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