sexta, 18 de outubro de 2019

Sony Lacerda
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Os nomes de Campina

11 de abril de 2019
O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, já começa a organizar a administração municipal de olho nas eleições municipais do próximo ano. Ontem, grande parte dos secretários empossados, se não todos, possui chances reais de apresentarem seus nomes com a disposição para concorrer tanto ao cargo de prefeito, como vereadores. Mas, apostaria que o ex-deputado Bruno Cunha Lima, que assumiu a Chefia de Gabinete, já larga com vantagem dentro do grupo político. É certo que Romero deve querer eleger um sucessor.

Além de Bruno,tomaram posse Diogo Flávio Lyra Batista (Secretaria de Planejamento, Gestão e Transparência), Renato Gadelha (Agricultura), Lucas Ribeiro (Ciência e Tecnologia), Pastor Josimar Henrique (Urbema), Carlos Dunga Júnior (Adjunto da Seplan) e Rafael Pereira Sousa, o Rafafá (Coordenadoria de Juventude, Esporte e Lazer).

Bruno Cunha Lima já chegou a dizer, em entrevistas recentes, que pretende disputar a prefeitura. Até aí, normal. se não fosse essa intenção de outros nomes aliados de Romero Rodrigues, a exemplo dos deputados estaduais Tovar Correia Lima e Manoel Ludgério. A escolha do prefeito está longe de ser tomada, mas a posse dada aos aliados na administração municipal reforça a tese de que o campinense quer seus aliados bem colocados e avaliados para não dar chance a oposição, em 2020.

Apesar de não poder ser candidato a prefeito, Romero quer garantir a permanência do grupo político na administração de Campina Grande, já que não é totalmente descartado o plano de disputar o Governo da Paraíba em 2022 - é esperar que não desista no meio do caminho. Romero quer concluir o mandato com boa avaliação, garantindo a vitória de um aliado. Além de Bruno, Tovar e Ludgério, também não podemos esquecer de Daniella Ribeiro, cujo pai Enivaldo, é o atual vice. A reorganização de ontem foi muito mais política do que mesmo administrativa.

Segurança nos 100 dias

O governador João Azevêdo explicou ontem como funcionará os Centros Integrados de Comando e Controle, que funcionarão em João Pessoa, Campina Grande e Patos, e que irão abrigar o Sistema de Videomonitoramento, composto por 1.300 câmeras instaladas em 550 pontos estratégicos do Estado. Na Capital, o centro funcionará no antigo CAIC, no bairro José Américo; em Campina, na Avenida Dom Pedro I; e em Patos, no Bairro Jatobá.

Posicionamento

A senadora Daniella Ribeiro, líder do Progressistas no Senado, votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 61/2015) que garante que as emendas individuais impositivas apresentadas pelos parlamentares ao Projeto de Lei Orçamentária Anual. Eles poderão alocar recursos para estados e municípios. A senadora é municipalista.

Luta dos prefeitos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, marcou para 20 de novembro o julgamento da liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, que suspendeu dispositivos da Lei 12.734/2012 que preveem novas regras de distribuição dos royalties do petróleo.

Denúncias

O deputado estadual Tião Gomes disse ontem que vai acionar o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado para que investiguem denúncias contra o prefeito de Dona Inês, João Idalino. Segundo Tião, o gestor teria cometido supostos crimes de estelionato, falsidade ideológica e desvio de recursos públicos na Prefeitura. A denúncia foi apresentada pelo vereador Damásio Berto na tribuna da Câmara Municipal.

Unificados

Os Cartórios Unificados de Família da Comarca da Capital conseguiram, dentro do prazo de um ano, diminuir, em todas as unidades, cerca de 2.500 feitos do Processo Judicial eletrônico. O levantamento foi apresentado no Relatório de Produtividade divulgado pela coordenadora dos Cartórios, analista judiciária Renata Ercília Ribeiro do Amaral. A unificação envolve a 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Varas, no Fórum Cível.

Inconstitucional

O Pleno do TJPB declarou a inconstitucionalidade de um dos artigos de lei do município de Sapé. A decisão foi ontem e o prefeito poderá nomear para os cargos de provimento em comissão de diretor e vice-diretor das escolas municipais, sem a escolha realizada pela comunidade escolar, mediante processo eletivo e por regulamento em lei complementar. O relator da ação foi o desembargador Marcos Cavalcanti.

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