segunda, 16 de setembro de 2019

Lena Guimarães
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Os cabos eleitorais de 2020

14 de abril de 2019
Em qualquer atividade, reputação é o mais importante. Um médico pode ter muitos títulos, mas se a fama for de não se importar com os pacientes, aos poucos eles vão sumir. Se os produtos de determinada indústria forem bonitos mas sem a eficiência anunciada, idem. E quem compra de comerciante desonesto, que passa gato por lebre?

Na política, além de boa reputação, são essenciais as parcerias e reciprocidade nos apoios. Na eleição do ano passado os prefeitos e vereadores pediram votos para seus candidatos a deputado, senador e governador. No próximo ano serão eles que precisarão de suporte.

Faltam exatos 17 meses e 20 dias para as eleições municipais, e das 10 maiores cidades da Paraíba, que juntas abrigam nada menos que 43,24% do eleitorado do Estado, em cinco - João Pessoa, Campina Grande, Sousa, Guarabira e Sapé–os atuais titulares não disputarão, porque já estão no segundo mandato consecutivo.Em Santa Rita, Bayeux, Patos, Cabedelo e Cajazeiras poderão concorrer a reeleição.

Independente de estarem concorrendo ou não, os prefeitos vão querer eleger os sucessores, e não apenas para demonstração de força política, mas para terem respaldo para a eleição seguinte, a de 2022. Por exemplo: os prefeitos Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo continuam citados para o governo do Estado.

Ainda é cedo para apontar quem terá condições de influir na escolha dos eleitores no próximo ano. Os gestores municipais e o estadual tentam se credenciar implementando agendas positivas, enquanto deputados e senadores estão empenhados na PEC do Orçamento Impositivo, com o qual vão garantir que recursos de emendas cheguem aos municípios, e dessa forma possam ajudar quem lhe ajudou.

Contudo, o eleitor passou a exigir mais que obras; segue quem admira por seus valores e práticas, e não apenas os que oferecem perspectiva de poder, como fazem os políticos. Nesse momento, os “padrinhos” das últimas eleições ou estão sob suspeita de corrupção, ou ainda recolhidos e esperando a oportunidade para voltar aos holofotes.

No contraponto, vários integrantes da bancada federal estão reforçando parcerias e poderão desbancar antigas lideranças com discurso comprometido. Os bastidores fervem porque os cabos eleitorais de 2020 serão a estrelas da campanha de 2022. Não existe espaço vazio.

TORPEDO

O Presidente não estava minimamente preparado para a condição de presidir o nosso País. (...) E, quando foi eleito... não se preocupou ou não está demonstrando esse interesse de poder preparar-se, qualificar-se perante essas atribuições que são as maiores de todos nós brasileiros. Do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB), avaliando os 100 dias do governo Jair Bolsonaro.

Ranking. Cabedelo continua subindo no ranking das 10 cidades eleitoralmente mais importantes da Paraíba, que em março registrava 2.872.409 eleitores.Já é a 6ª mais poderosa, com 46.521 votantes, segundo dados do TSE.

Poderosas. João Pessoa, com 520.183 eleitores (18,11% do total do Estado) e Campina, com 285.337 (9,93%), continuam no topo da lista, seguidas de Santa Rita (93.417 votantes), Bayeux (69.995) e Patos (63.869).

Poderosas 2. Sousa (44.881 eleitores), Cajazeiras (43.726) Guarabira (40.206) e Sapé (34.005) completam a lista das 10 cidades com mais votos, e que decidem na Paraíba, pois abrigam nada menos que 43,24% do total de votantes.

Desafio. O deputado Pedro Cunha Lima admite disputar a prefeitura de Campina no próximo ano. Diz que é o grupo quem indicará o nome entre as várias opções que tem, mas se for o escolhido, enfrentará a batalha.

Opções. A disputa no bloco do prefeito Romero Rodrigues será intensa, pois além do PSDB contar com Cássio, Pedro e Bruno Cunha Lima, tem ainda que conciliar com o PP de Enivaldo Ribeiro e o PSD de Manoel Ludgério.

Água boa. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes inaugurou, ontem, em Campina Grande, o Centro de Testes de Tecnologias de Dessalinização,uma esperança para o semiárido.

ZIGUE-ZAGUE

< A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann criticou o presidente Jair Bolsonaro por adiar reajuste de 5,7% no diesel até ouvir explicações da Petrobras.

> No Twitter, escreveu: “Bolsonaro fingiu que era liberal na economia e o mercado fingiu que acredita. Na verdade acham que Paulo Guedes mandaria no Capitão”.

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