sábado, 20 de abril de 2019

Lena Guimarães
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O papo é sobre educação

24 de janeiro de 2019
“O governador João Azevêdo se reuniu ontem, na Granja Santana, com representantes do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), do Instituto Qualidade do Ensino (IQE) e do Instituto Sonho Grande (ISG), que apoiam a implantação das Escolas Cidadãs Integrais na Paraíba. Na oportunidade, o gestor discutiu a ampliação da oferta deste modelo de ensino e anunciou que o Estado terá mais 53 Escolas Cidadãs Integrais, em 2019”.

Assim começa a notícia enviada da Secretaria de Comunicação do Estado à imprensa. E se tem uma coisa que me alegra é noticiar investimento na área da educação. Pessoalmente, acredito que não há outro caminho para livrar nosso Estado da criminalidade. Mas, vamos ser honestos... nem sempre a propaganda mostra o que realmente é.

Certamente a intenção do governo é muito boa. A proposta de escola integral já deveria estar sendo desenvolvida há muito tempo na Paraíba. O problema é que não adianta construir dezenas e centenas delas, se não houver estrutura para receber alunos e professores e estes tiverem que conviver com um completo estado de abandono.

Por essas bandas de João Pessoa e lá pelos lados de Campina Grande, embora também exista sofrimento, ainda se tem a atuação mais rígida dos órgãos fiscalizadores que exigem mudanças e melhorias. Não acontece o mesmo nas cidades do interior e eu aqui falo com conhecimento de causa porque sou frequentadora de pequenos municípios.

O que está acontecendo lá é que estão depositando alunos e professores em escolas de tempo integral que não oferecem a mínima condição para o desenvolvimento educacional. Aliás, algumas delas não estão em condições de funcionar nem mesmo por meio período.

Então, João, entenda a minha crítica construtiva e repense a instalação dessas escolas. Faça-as, mas dê aos profissionais e às crianças e adolescentes que nelas irão viver, as condições mínimas necessárias para isso.

TORPEDO

"Eu devo um favorzão a Rodrigo Maia, porque estive praticamente todas as semanas em Brasília e ele me ajudou na implantação da TV Assembleia em algumas cidades. Mas uma coisa não se mistura com a outra. Seguirei o encaminhamento do partido, e o PSB tomou a decisão de não votar nele."

Do presidente da ALPB e deputado federal eleito Gervásio Maia, sobre a eleição para presidente da Câmara Federal.

Eleição fora de época

Mais três candidatos registraram suas postulações na Justiça Eleitoral de Cabedelo ontem. A partir de agora a campanha começa a pegar fogo na cidade, que vai enfrentar uma eleição suplementar depois da ‘Xeque-Mate’.

Eneide Regis

“Todos me conhecem em Cabedelo e sabem que tenho uma ficha limpa, que sempre trabalhei para que todos tivessem direito à saúde, a educação, tivessem uma vida digna. É assim será também o meu mandato”.

José Eudes

“Vou priorizar o combate à corrupção e a geração de emprego, principalmente no turismo. Somos um nome limpo, já no segundo mandato de vereador e, por isso, estamos prontos para a disputa”.

Marcos Patrício

“Represento a real necessidade de mudança. A cidade precisa renovar seus quadros políticos para se libertar das oligarquias dominantes. É preciso dar um basta nisso tudo e o cenário nunca esteve tão propício.

Enxugando

O presidente do TJPB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, anunciou novas ações para o enxugamento da folha de pagamento com cargos comissionados, que representarão uma economia de R$ 1.976.100,00 anual.

Cargos

A proposta do presidente é apresentar ao Pleno do TJ um anteprojeto de lei para a extinção de sete gerências: Arquitetura, Cerimonial, Comunicação, Protocolo e Distribuição, Segurança Institucional, Acervo e Telejudiciário.

Código

A Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba vai lançar hoje a versão atualizada do novo Código de Normas Judicial. O documento passou por uma revisão, na qual foi priorizada a adaptação dos artigos ao texto do Código de Processo Civil.

ZIGUE-ZAGUE

< O Tribunal de Contas do Estado emitiu ontem 12 alertas. Um foi para o Governo do Estado. Os outros 11 a gestores municipais. Eles devem corrigir irregularidades nos portais de transparência. Faltam informações sobre seus orçamentos.

> Na lista constam João Pessoa, Curral de Cima, Mataraca, Lucena, Rio Tinto, Marcação, Itapororoca, Ingá, Gado Bravo, Alcantil, Massaranduba e Serra Redonda. Em alguns casos faltam informações sobre contratos e licitações.

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