quarta, 14 de novembro de 2018

Renato Félix
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O interior vai ao cinema

17 de outubro de 2018
Desde quinta passada, a agenda cultural do Caderno 2 está incluindo a programação da mais nova sala de cinema do estado, o Cinemaxxi da Serra, em Solânea. Agora, temos 38 salas em funcionamento na Paraíba: 26 em João Pessoa (11 no Cinépolis Manaíra, 4 no Centerplex MAG, 6 no Cinesercla Tambiá, 5 no Cinépolis Mangabeira), 5 em Campina Grande (no Cinesercla Partage), 2 em Patos (no Cine Guedes), 3 em Guarabira (no Cinemaxxi Cidade Luz), 1 em Remígio (o Cine RT) e agora esta em Solânea.

Quando o Banguê voltar à atividade, no Espaço Cultural, vamos a 39 salas. O Cine Guedes vai entrar em reforma para a construção de uma terceira sala ainda este ano e um novo shopping em Patos também terá salas de cinema – e aí romperemos a marca de 40 salas de cinema na Paraíba.

Quando eu cheguei aqui, em 1985, era a época em que as salas de cinema estavam minguando. Se nos anos 1940, 1950, 1960, várias cidades do interior paraibanos tinham seu cinema, eles já haviam desaparecido por conta da televisão e, depois, do video-cassete.

Em João Pessoa, a Empresa de Cinemas Luciano Wanderley mantinha três salas : o Municipal e o Plaza, no Centro, e o Tambaú, no Hotel Tambaú. Campina tinha o Capitólio e o Babilônia. Minha mulher, que é de Patos, conta que o Cine São Francisco estava fechado, mas reabriu especialmente duas vezes para a exibição de dois filmes: O Rei Leão, em 1994, e Titanic, em 1997.

E considere que, nessa época, o Plaza, por exemplo, era quase o tempo todo um cinema que só exibia filmes pornô. O Banguê tinha um funcionamento intermitente: funcionava por um tempo, parava, depois voltava.

Por isso, observo com certo espanto essa nova expansão dos cinemas pelo interior da Paraíba. A localização em shoppings e as cópias digitais, que fazem as estreias chegarem, ao mesmo tempo em todo o país, contribuíram para isso.

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