terça, 22 de outubro de 2019

Lena Guimarães
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O Exemplo

23 de junho de 2019
A semana terminou com boa sinalização de crença em reação da economia brasileira, em razão das perspectivas de aprovação da reforma da Previdência, ponto fundamental para o equilíbrio fiscal. O Ibovespa registrou máxima histórica, atingindo 102 mil pontos, enquanto o dólar recuou para R$ 3,825, menos valor em dois meses.

Contudo, o assunto que dominou as rodas de conversas foi a decisão do Senado de derrubar o decreto que flexibiliza a posse e o porte de armas. No plenário, o placar foi amplo: 47 votos contra e 28 a favor da proposta, que só será arquivada se a Câmara votar da mesma forma.

A questão é polêmica. Segundo pesquisa Ibope, 73% da população é contra a liberação do ‘porte’ de armas (uso em qualquer lugar), e 61% contra a ‘posse’ (só em casa). No Nordeste, 66% são contrários.

Nas conversas e mais intensamente nas redes sociais, os argumentos são, de um lado, que permitir que a população se arme não resolverá a violência, mas agravará; do outro, que os senadores estão negando aos seus eleitores o direito a autodefesa, enquanto andam com seguranças armados, pagos pelos seus suados impostos.

Os contra ponderam que, armado, até o cidadão de bem pode virar criminoso numa simples discussão de trânsito.

Os a favor dizem que os bandidos já partem com 100% de certeza de que podem abordar qualquer um ou invadir suas casas e negócios, porque não terão como se proteger. Estarão desarmado. Como cumpridores da lei, serão sempre reféns dos foras da lei.

Dizem que os gestores tratam bandidos com mais respeito do que os cidadãos de bem; que não há uma política que desestimule o crime, mas ao contrário, discursos que convencem os malfeitores que eles têm o poder, não a sociedade.

São muitas as histórias narradas pelos dois lados para fundamentar suas posições, de acidentes domésticos que roubam vidas, até invasões de casas, seguidas de estupro. Mas, têm um ponto de convergência: acham que os políticos deveriam dar um exemplo aos brasileiros, renunciando, através de lei, a qualquer escolta armada ou carro blindado, para que possam provar que acreditam que o cidadão não precisa se proteger dos bandidos; que o Estado é capaz de garantir sua segurança.

Se os congressistas renunciarem à segurança armada, será mais fácil para o cidadão acreditar que o Estado pode protegê-lo.

Torpedo

Estamos aqui para conversar com o povo, na certeza que nós temos que manter as boas prática do prefeito Romero Rodrigues. Se for da vontade de Deus, e dessa terra, eu estarei concorrendo à Prefeitura de Campina Grande.

Do deputado Tovar Correia Lima (PSDB), que além de Cássio, Pedro, Ronaldinho e Bruno Cunha Lima, e dos nomes do PSD e PP, admite concorrer à sucessão de Romero.

A Reforma

Líder da Maioria na Câmara, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), em matéria especial do Estadão, diz que “não adianta o Paulo Guedes fazer beicinho”, e sim aprovar uma reforma da Previdência realista.

Pegou pesado

Segundo Aguinaldo, nova proposta deve produzir impacto fiscal entre R$ 600 e R$ 800 milhões em 10 anos. “Se o Paulo Guedes quiser sair não tem problema, o Presidente mesmo já disse que a porta está aberta”.

Parâmetros

Aguinaldo lembra que líderes de 16 partidos deixaram claro, ainda em março, que a “reforma previdenciária deve ter como princípios maiores a proteção aos mais pobres e mais vulneráveis”. Que será assim.

El Niño

Meteorologistas confirmam novo fenômeno El Niño neste 2019, que significa escassez de chuvas no interior do Nordeste. Na Paraíba, temos 59 açudes em situação crítica ou com menos de 20% do volume total.

Reservas

Coremas, o maior reservatório da Paraíba (744,1 milhões de metros cúbicos de água), está com 17,22%. Mãe D’Água, que fica em Piancó, 2° maior (545 milhões de metros cúbicos), atingiu apenas 10,42%.

Preocupante

O 3° maior, Boqueirão, com capacidade para 466,5 milhões de metros cúbicos, está atualmente com 25,56%. Apesar das últimas chuvas, apenas 63 reservatórios – médios e pequenos - estão com mais de 20%.

Zigue-zague

O ministro Aroldo Cedraz, do TCU, pode virar réu da Lava Jato nesta terça-feira, quando denúncia da PGR será analisada pela Segunda Turma do STF

Ele é acusado de receber, com o filho Thiago, R$ 2,2 milhões da UTC para liberar contrato de Angra 3. A PGR pode seu imediato afastamento do TCU.

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