sexta, 24 de janeiro de 2020

Edinho Magalhães
Compartilhar:

O Despertar do PSB

03 de dezembro de 2019
O PSB nacional realizou Conferência de ‘Autorreforma’ durante todo o fim de semana no Rio de janeiro, reunindo a cúpula do partido e suas principais lideranças estaduais. Segundo a imprensa nacional, o foco da “autorreforma” foi evidenciar um descolamento do PT revelando as diferenças ideológicas partidárias. Pois bem, elas devem realmente existir. Na Conferência falaram que “o PT precisaria de uma catarse, assumir seus erros, fazer uma auto crítica e um mea culpa”, embora a sigla fundada por Miguel Arraes não tenha sugerido isso antes, deixando de pular fora da base de apoio do Governo de Lula e Dilma, quando começaram os ‘mal feitos’. Pelo contrário, o PSB foi um dos mais fiéis partidos ao Governo do PT, em especial no Nordeste, onde teve o ex-Governador Ricardo Coutinho como um de seus principais aliados e defensores, até o fim, mesmo após o impeachment de Dilma e a prisão de Lula.

Agora, com Lula livre e o PT tentando reorganizar as bases para as eleições de 2020, o PSB percebeu, enfim, que era hora de ocupar espaços. Com candidatos identificados com o eleitorado de importantes capitais do país, como São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre, além de Recife e João Pessoa, os ‘pessedebistas’ pensaram que o PT poderia vir apoiá-los, até ouvirem do ex-ídolo Lula que “o Brasil espera, na verdade, um mea-culpa de quem apoiou os últimos três anos de Governo e que o PT não nasceu para servir de apoio”. Caiu a ficha.

Ricardo Coutinho apontado pela mídia como um dos mais “veementes defensores de Lula”, foi o primeiro a criticá-lo: “o papel dele deveria ser de um líder com estatura para aglutinar mundialmente setores afinados com a democracia, mas se portou como um chefe de partido após 580 dias na prisão”. Foi seguido pelo ex-governador do DF, Rodrigo Rollemberg: “se o PT acha que não precisa fazer auto-crítica, essa já é a nossa maior diferença”. E mais: “Não somos nem Lula livre e nem Lula preso. Isso é questão da Justiça.”, disse o vice-presidente do PSB.

O PSB quer, na verdade, co-existir diante da iminente polarização que surgirá entre PT e o Governo Bolsonaro, se apresentando como alternativa. Na esfera nacional pretende, inclusive, criar um bloco no Congresso junto ao PDT, Rede e PV. Pode até ser que funcione no Congresso, mas quanto às eleições de 2020, nem essas alianças devem surtir efeito nas cidades.

E agora ‘Migué’?

Portas Fechadas?

Na disputa pela prefeitura de João Pessoa, por exemplo, o PSB não contaria nem com o ‘PDT’, da vice Governadora Lígia Feliciano e nem com o ‘PV’ do prefeito Luciano Cartaxo. E ainda assiste a ‘Rede’ estendendo os braços para o Governador João Azevedo.

Gervásio Paz & Amor

Pelas redes sociais o deputado Gervásio Maia, apontado como candidato à prefeitura de João Pessoa pelo PSB, preferiu adotar um tom mais conciliador. Durante a conferência do partido postou foto com Caetano Veloso: “poesia e resistência”.

Visão Técnica

Já o senador Veneziano Vital, atento à oportunidade do momento, foi mais técnico postando foto ao lado do “professor Eduardo Moreira, coletando sugestões à realidade nacional”.

Visão e Experiência

Em conversa com a coluna neste fim de semana, o secretário e suplente de senador Diego Tavares, revelou-se maduro e experiente no trato da gestão pública, lembrando que ocupou funções desde os governos de Maranhão e Cássio, antes de se tornar um dos principais auxiliares do prefeito de João Pessoa.

Prudência

Realista quanto ao momento, Diego é prudente ao falar sobre eventual candidatura ano que vem. Sabe que seu nome é lembrado e conhece as pesquisas que o apontam como um dos favoritos. Mas defende a gestão do prefeito e apoiará sua decisão final “seja quem for o escolhido”.

Chapa dos Sonhos

Fontes próximas a Diego que frequentam Brasília comentam que o cenário ideal seria a construção de uma chapa com ele e o deputado Ruy carneiro. “Ruy é o vice dos sonhos”. Falta só combinar o sonho com o Tucano, que deseja ser prefeito.

Agenda em Brasília

O médico paraibano Marcelo Queiroga estará em Brasilia amanhã perfazendo agenda com os presidentes da Câmara, do Senado e com o Ministro da Saúde, para entregar o convite de sua posse na presidência da Sociedade Brasileira de Cardiologia, próximo dia 13, no Rio de Janeiro.

Relacionadas