sábado, 20 de outubro de 2018

Lena Guimarães
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O choro dos derrotado

11 de outubro de 2018
Quem esperava ver os deputados voltarem para a Assembleia Legislativa, após as eleições, com sangue nos olhos para pegar no pesado e trabalhar pelo bem da população assistiu apenas lamentação. Alguns dos parlamentares derrotados pelo voto livre não se conformam em ter que deixar o poder e se afastar das regalias que um mandato oferece.

Teve até quem jogasse a sujeira no ventilar e acusasse os eleitos de usarem de expedientes ilegítimos e criminosos para conseguir alcançar a vitória. Falando diretamente, que alguns teriam comprado votos para se reeleger, eleger, ou voltar a ter um mandato depois de já terem sido excluídos. Pior, acusando eleitores de serem os responsáveis por essa lei da ‘oferta e da procura’ na bancada da corrupção que atinge eleitor e eleito.

As mudanças ocorridas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal podem ser retratadas por dois ângulos que precisam ser discernidos tanto pelos eleitos (ou não) quanto pelos eleitores. O primeiro deles revela que o povo não suporta mais a política retrógrada de candidatos que transformam seus mandatos em profissão e passam anos a fio sem levar projetos concretos de beneficiamento para o coletivo e sem demonstrar condutas louváveis aos olhos do eleitor, muitas vezes o tratando como se fosse um boi preso em curral eleitoral.

O segundo ângulo é que sim, infelizmente alguns eleitores ainda compactuam com a prática criminosa de venda e compra de votos esquecendo-se de que um candidato que se utiliza desses métodos não será de forma alguma um bom representante e irá colocá-lo no esquecimento por quatro anos ou mais, a depender de quantas vezes seja eleito. (Por Sony Lacerda)

Torpedo

"Pelo trabalho, pelo comportamento, a forma de ser e a responsabilidade, eu repasso a responsabilidade de Monteiro a Micheila, minha filha, médica. Ela que vai ser a candidata. Ela é o meu espelho de cuidados." (Da ex-prefeita de Monteiro e deputada federal eleita pelo PSDB, Edna Henrique, durante entrevista ao programa Correio Debate da 98 FM.)

Só de ‘butuca’

Zapeando pelo Twitter, entra na minha timeline trecho da coletiva de Haddad, em Caruaru. Do lado, o governador Ricardo Coutinho, que vai coordenar a campanha na Paraíba, bem atrás Gervásio Maia, deputado federal eleito. Haddad agradeceu o apoio dos paraibanos e pernambucanos e defendeu a união das forças.

Em Solânea

O prefeito Kayser Rocha deu uma bola fora ao romper com Beto do Brasil e apoiar Ricardo Barbosa. Mas, o resultado provou que Beto e Kayser são fortes na cidade. O ex-prefeito obteve 4.458 votos contra o socialista que alcançou o total de 3.511. Não tenho nada contra Barbosa, mas como boa solanense torcia mesmo era por Beto.

Força de um prefeito

Por falar em força política, quem deu um banho foi o prefeito de Bananeiras Douglas Lucena. Segurou nas mãos de Beto e garantiu sua vitória lá. E olhe que os bananeirenses se dividiram entre Beto, Hervázio e Tião Gomes. O resultado foi, 3.706 votos para Beto, 1.547 para Hervázio e 2.067 para Tião. Barbosa teve apenas 122.

Reflexão

‘Guerra’ no Twitter? Temos. Porque democracia se faz ouvindo e respeitando os opostos. Desde a segunda-feira que Haddad e Bolsonaro trocam ‘farpas’ e, arrisco a dizer boas, porque agora sim, após 45 dias de campanha, estamos conhecendo pensamentos e propostas.

Reflexão 2

E que assim permaneça o 2º turno: apenas propostas, porque não se iludam, depois que senta na cadeira, é preciso abrir mão de muitas coisas. Ah! Não votei em nenhum dois no 1º turno.

Réplica

“A política do Paulo Guedes, economista do Bolsonaro, é de aprofundar a agenda Temer. É o Temer piorado. Nossa proposta é aumentar o poder de compra do brasileiro, reduzindo a carga tributária de quem ganha menos e cortando os juros cobrados pelos bancos”. A frase é do petista, após as declarações do economista.

Tréplica

Bolsonaro contratacou com questão da insegurança, que assola sim o País, é perceptível. “Vamos pegar pesado contra a violência para termos um Brasil mais seguro e livre para todas as pessoas, independente de cor, sexualidade e religião. Queremos devolver à população o prazer de andar na rua sem medo”.

Zigue e Zague

O deputado estadual Bruno Cunha Lima, que não conseguiu se eleger deputado federal, já começa a traçar estratégias para 2020.

Agora sem mandato, Bruno não descarta a possibilidade de ser candidato a prefeito de Campina Grande. A família Cunha Lima vai rachar novamente?

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