quarta, 13 de novembro de 2019

Roberto Cavalcanti
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O Brasil que eu quero  

17 de agosto de 2019
Quem me conhece sabe que o eu da afirmativa acima jamais poderia expressar apenas uma visão personalista. Sou sempre plural. Torço e vivo coletivamente, no bom sentido da palavra. Busco, obstinadamente, o bom em tudo o que acontece em meu entorno.


Para mim, as vitórias da vida são frutos de um somatório de forças positivas, como as boas energias pessoal e cósmica.

Nosso País, ao longo de sua rica história, nunca esteve tão necessitado de boas energias. Uma máquina de negativismo está montada 24 horas a serviço do desserviço.

Eis que surgem fatos incontestes, ou aqueles em que não adianta tentar cobrir o sol com a peneira. Não dá para esconder, mesmo que os “atuantes” assim o desejem. Vamos aos fatos, resultados das confluências das boas energias que me alegram hoje.

Já imaginaram o nosso Brasil obtendo recordes jamais conquistados em sua história, tudo isso transmitido ao vivo pela nossa Record? É, foram recordes na Record TV!

O resultado coletivo me anima a apregoar aos quatro ventos como temos sorte. A Record TV, a qual somos afiliados, como em competições anteriores, transmitiu para todos os Jogos Pan-Americanos de 2019, e não foi apenas isso. No último domingo, dia 11, no seu encerramento, comemoramos feitos inéditos.

Três objetivos foram atingidos: quebramos o nosso recorde de medalhas de ouro, levando 55, ou três a mais que nosso melhor resultado anterior, obtido no Pan do Rio de Janeiro. Fomos ao pódio como nunca antes: 171 vezes, 14 a mais do que nossa marca precedente. Encerramos o evento em 2° lugar no quadro geral de medalhas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Pelo critério classificatório, o ranking dos vencedores é estabelecido pelo número de medalhas de ouro. Fomos o  2° com larga vantagem: Brasil com 55 e o México com 37. Mas, se o critério fosse pelo número total de medalhas, mais uma vez estaríamos consagrados: Brasil, 171; México, 136.

Ficamos no total com 55 medalhas de ouro, 45 de prata e 71 de bronze. Batemos ainda nosso recorde em número de modalidades que foram ao pódio: 41 delas.

Já não somos apenas o País do futebol. A paixão da minha vida, a “vela”, sempre tão tradicional em vitórias, conquistou cinco títulos dos 11 possíveis, com um aproveitamento espetacular.

Coincidentemente, esta foi a 18° competição e também a prova da maturidade do nosso Brasil. Faço essa afirmativa porque participamos com uma delegação menor e mais eficiente.

É exatamente esse princípio da competitividade que queremos dar à nossa economia.

Lá estavam jovens em busca de vitórias, todos almejando reconhecimento, resultado do esforço de cada um e de todos da delegação que nos representava. Mérito obtido com o lema: o que posso fazer por mim e pelo meu país, não dependerá do que o País fará por cada um de nós.

Todos vestindo verde e amarelo, as cores do nosso País, imunes aos radicalismos ideológicos que contaminam alguns. Todos, como eu, vibrando com o sentimento patriótico ao ver o pavilhão nacional ser içado ao som do nosso hino.

Poucos dias atrás vi na rede social WhatsApp um comentário de que alguém não estava se sentindo bem em vestir nossas cores em função da conexão com o atual governo. Quanta mediocridade e fanatismo ainda habita o cérebro de alguns. Uma pena! Minha noção de pátria é muito mais ampla e está imune à ideologia do derrotismo e da intolerância.

Vibrei e vibro com o nosso Brasil.

Será que comemoramos essas vitórias como elas bem merecem ou ficamos todos sombreados pelo ceticismo e pelo pessimismo que alguns tentam nos impor?

Viva o lado bom do nosso Brasil. Vamos em busca de novas conquistas.

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