sábado, 21 de setembro de 2019

Sony Lacerda
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O apoio de Galdino

10 de agosto de 2019
Diante da posição do PSB contrária à Reforma da Previdência, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, surpreendeu. Ontem, em Carta assinada por ele - que é socialista - e outros presidentes de Assembleias do Nordeste, o parlamentar paraibano se colocou favorável à reforma e também à inclusão dos Estados como forma de manter a uniformização de regras previdenciárias em todo o País mas, em especial, para que se constitua em mais um fator para auxiliar na recuperação econômica das Unidades Federadas.

Galdino pode ser considerado um rebelde por isso? Acredito que não. A posição do deputado paraibano foi sensata diante da realidade vivenciada pelos estados, incluindo a Paraíba, que estão seriamente prejudicadas em função do crescente déficit previdenciário, elevando o grau de comprometimento das contas públicas e, consequentemente, inviabilizando a capacidade de investimento. Na Paraíba, esse déficit chega a R$ 2 bilhões ao ano. Até mesmo o governador João Azevêdo, também do PSB, já reconheceu a importância da reforma e da inclusão dos estados.

Para ter posição é preciso coragem e, isso, o presidente Adriano Galdino mostrou que tem. A inclusão de estados e municípios na reforma, mesmo que em uma PEC paralela, só passa no Congresso com essas demonstrações de apoios, principalmente por parte dos governadores. Diante de tudo, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba retorna com o sentimento de dever cumprido, de contribuição dada para garantir o desenvolvimento do Estado e recuperação da máquina pública. Mas Galdino, assim como faz na Paraíba, também se mostrou um verdadeiro ‘bombeiro’ conduzindo os colegas para se unirem em torno de pautas que garantam o crescimento da região Nordeste. Marcou mais um ponto.

União por água

A Frente Parlamentar Interestadual, que reúne deputados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, se reúne na próxima segunda-feira, em Recife, com objetivo de aglutinar forças para cobrar, de forma conjunta, do Governo Federal a conclusão das obras da transposição do Rio São Francisco. O deputado Jeová Campos disse que também deve incluir nessa ‘cobrança’ a conclusão das obras do Eixo Norte da transposição.

“Fora”

O secretário do Desenvolvimento Social da Prefeitura de João Pessoa, Diego Tavares, disse ontem durante entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM, que a preço de hoje, não é pré-candidato a prefeito da Capital. Apesar de não querer falar sobre o assunto, ele não respondeu com segurança sobre o desejo de concorrer. Isso não deu para esconder.

Na espera

O governador João Azevêdo disse ontem que espera um posicionamento do ex-governador Ricardo Coutinho sobre as eleições em João Pessoa. Para João, o nome mais forte hoje dentro do PSB é o do ex-gestor, que tem boa avaliação administrativa. Apesar de citar Ricardo, o governador não demonstrou entusiasmo com a provável candidatura.

Homenagem

A ALPB realiza na próxima quinta-feira uma sessão solene em comemoração aos 70 anos da Faculdade de Direito da Paraíba, 30 anos de Centro de Ciências Jurídicas e 10 anos do Departamento de Ciência Jurídicas no Estado da Paraíba. A propositura é do deputado Tovar Correia Lima. A sessão será realizada às 14h, no plenário José Mariz e vai contar com a participação de profissionais e acadêmicos da área que estarão sendo homenageados.

Escritório social

Na próxima quarta-feira, será encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça o Acordo de Cooperação Técnica entre o conselho, TJPB e Governo do Estado para criação do Escritório Social, com assinatura prevista para o mês de setembro, e inauguração, em outubro. O documento vai propor uma política efetiva voltada aos egressos do sistema carcerário. O Projeto de Lei será enviado à ALPB na próxima sexta-feira.

Monitorados

O Núcleo de Custódia da Comarca de João Pessoa divulgou ontem que 1.122 pessoas são monitoradas por tornozeleira eletrônica atualmente na Paraíba. Destas, conforme o órgão, 934 são homens e 188 são mulheres. Isto significa menos pessoas recolhidas ao cárcere e, portanto, uma maneira de evitar a superlotação dos presídios. Somente em João Pessoa, cerca de 200 apenados do regime aberto são monitorados.

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