sábado, 24 de outubro de 2020


Edinho Magalhães
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Nem ‘Peixinho’, nem ‘Oncinha’. ‘Lobo-Guará’ é o mais valioso!

30 de julho de 2020
Na Nova República, ali pelos idos da Constituição de 1988, o Banco Central do Brasil resolveu mudar ‘a cara’ das cédulas de nosso dinheiro.

Sairam os rostos de personalidades do império para se fixar uma efígie feminina. Também mudou o nome do nosso dinheiro ao longo das décadas: cruzeiro, cruzado, cruzeiro-real e já na década de 90, o real que dura até hoje.

Mas houve ainda outra mudança, mais recente: do outro lado do rosto feminino estampado nas cédulas o desenho de animais passaram a ilustrar as notas: na de 2 uma tartaruga; na de 5, uma garça; na de 10, uma arara; na de 20, um mico leão dourado; na de 50, uma onça pintada; e na de 100, um peixe, a garoupa.

A nota de cem reais. até então a mais valiosa. está há 26 anos em circulação. Porém demorou mais de uma década para efetivamente cair nas mãos dos brasileiros. Era comum a frase “a nota de cem é igual a Deus: todo mundo sabe que existe mas ninguém nunca viu!”

Pois bem. Agora o BC que tem sede em Brasília, acaba de anunciar a criação de uma nova cédula, a de 200 reais, que deverá ser lançada no próximo mês de agosto.

A oncinha e o peixinho já não serão os animais mais valorizados pelo nosso dinheiro. A hora será do ‘Lobo-Guará’, espécie muito comum no Pantanal e no Cerrado do Goiás, onde fica o Distrito Federal.

Assim como era comum na década de 70 chamar as pessoas mais afortunadas de “barão”, devido a nota de mil cruzeiros ser estampada pela foto do Barão do Rio Branco, nos dias de hoje se tornou comum em Brasília a forma popular de chamar o dinheiro pelos “bichinhos”: como ‘oncinha’, ‘peixinho’ e "cardume".

Resta saber se agora os mais ricos da região serão conhecidos por algum codinome. Alguns já apostam em “Lobão”.

Seja pela referência à nota com o Lobo Guará, ou, seja pela facilidade, nada Republicana, de juntar várias delas. A conferir.