sábado, 21 de setembro de 2019

Lena Guimarães
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Nas ondas de 2022

17 de agosto de 2019
O zum-zum-zum nos bastidores é grande. Começou com a deputada Estela Bezerra, que foi seguida pela deputada Cida Ramos, reclamando que uma vez que o presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas assumiu a Secretaria de Governo, deveria renunciar à representação partidária em favor do ex-governador Ricardo Coutinho.

Seria o cargo no governo incompatível com o do partido? Ou será que outros motivos estariam alimentando o que virou uma divisão interna no PSB, entre os que são mais próximos do ex-governador e os que estão alinhados com o atual governador?

Segundo os que defendem sua permanência, Edvaldo Rosas pode, sim, acumular os cargos. Acham até uma injustiça a campanha para tirá-lo da presidência do PSB, uma vez que tem contribuído de forma decisiva para o crescimento da legenda, mas ainda descartam que seja uma estratégia com o objetivo de reduzir a influência de João Azevedo no partido e minimizar suas chances de brigar pela reeleição em 2022, no caso de Ricardo Coutinho querer voltar ao governo.

Contra essa tese, lembram que o mandato de Edivaldo Rosas na presidência estadual do PSB termina no final de 2020 e que teria que ser reeleito, enfrentando Ricardo Coutinho, que seria um adversário muito forte, para influir nas escolhas de 2022.

Mas antes de 2022 tem 2020, quando serão eleitos os prefeitos e vereadores que vão defender os nomes do partido na eleição seguinte. E para essa, Edvaldo Rosas estará habilitado. Será um pleito com muito dinheiro para financiamento das campanhas e será os partidos que definirão quem receberá, e quanto.

Quem prefere João Azevedo lembra que a cada dia está mais desenvolto no uso da caneta, e que a pressa na substituição de Edvaldo Rosas seria para evitar o confronto no seu auge.

Na oposição há quem não descarte a “crise” como cortina de fumaça para desviar o debate das próximas etapas da Operação Calvário. Acham que mais um “título”, o de presidente estadual do PSB, fortaleceria Ricardo Coutinho para os embates verbais em torno de sua gestão, se acontecerem.

A versão mais simples é a de que as duas deputadas que iniciaram o movimento estão desprestigiadas no governo, e ao reagirem, a crise foi inevitavel. Por enquanto, só muito zum-zum-zum.

TORPEDO

"Estamos no movimento por acreditar nos valores liberais, em um estado mais enxuto, menos burocrático e com uma carga tributária menor, com menos regulamentação e menos privilégio. Que permita um funcionamento de País que gere riqueza, para que com esse saldo positivo a gente consiga efetivamente fazer justiça social". - Do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB), sobre sua entrada no Livres, movimento suprapartidário que pretende renovar a política no Brasil.

Alternativa. Se houver cisão no PSB e se o governador João Azevedo quiser um outro partido, já tem uma primeira proposta para analisar: o deputado Wallber Virgolino já avisou que será muito bem recebido no Patriotas.

Liderança. A combativa vereadora Sandra Marrocos vê ingratidão na resistência em mudar comando do PSB. “Não tem nenhuma necessidade disso, porque Ricardo tem toda a legitimidade de ser o presidente estadual”.

Candidato. Vice-prefeito de João Pessoa e presidente estadual do Solidariedade, Manoel Júnior anunciou que seu partido terá candidato a prefeito, e que seu nome está posto. Ainda vai conversar com Luciano Cartaxo.

Vai receber. O procurador-geral de João Pessoa, Ademar Régis anuncia que a PMJP está convocando credores, titulares e sucessores, para celebração de acordos diretos, com o objetivo de acelerar o pagamento de precatórios.

Fora da fila. Regis garante que é excelente oportunidade para os credores que desejem receber rapidamente precatórios e “serão celebrados, independentemente do ano de inscrição do crédito na ordem cronológica de pagamento”.

Desconto. Para tanto, os credores terão que concordar com redução de 40% do seu valor, “atualizado pelo Tribunal de origem do precatório”, ou seja, do TJPB, TRT 13ª Região, TRF 5ª Região ou STJ, explicou Adelmar Régis.

ZIGUE-ZAGUE



  • A ministra Cármen Lúcia arquivou pedido do PT para que Sergio Moro fosse investigado por abuso de autoridade em razão de sua atuação na Operação Spoofing.


  • Presidente do BNDES Gustavo Montezano revelou que empresários usaram financiamentos da instituição para comprar 130 jatinhos em governos passados.


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