segunda, 14 de outubro de 2019

Lena Guimarães
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Na tribuna do Planalto

09 de outubro de 2019
A Paraíba levou 193 anos (da criação, em 1826, até fevereiro deste ano) para mandar a primeira mulher para o Senado Federal, a campinense Daniella Ribeiro. Sendo jovem e loura, não tem sido fácil se afirmar em atividade onde os homens predominam e os adversários não escolhem armas para desacreditar quem ameaça suas posições.

Apesar dos obstáculos, ontem Daniella Ribeiro estava no Palácio do Planalto, a convite do Presidente, para falar na solenidade alusiva à alteração da Lei Geral de Telecomunicações, da qual foi relatora e voto vencedor no Senado.

Não lembro de outra representante da Paraíba que tenha ocupado tal vitrine sem ser aliada do Presidente, mas por reconhecimento ao desempenho como relatora, ouvindo todas as partes interessadas na área e preparando um voto que mereceu o aval dos colegas.

Ela disse no seu discurso que estudou a matéria, extremamente técnica, durante sete meses, sempre “com os pés no presente e os olhos voltados para o futuro para ser justa com o povo brasileiro e coerente com o desenvolvimento da nação”.

Trata-se de uma lei que vai garantir 100% de cobertura de internet rápida no território brasileiro; que vai abrir o mercado para novos investimentos e que só desagradou os que estavam descompromissados em oferecer um serviço de qualidade.

Até nas grandes cidades a telefonia móvel e o sinal de internet são falhos. Quem mora no campo não pode pensar em fazer um curso não presencial, também não tem acesso as informações que poderiam incluí-los nos debates nacionais.

Quem está viajando, se o carro falhar ou enfrentar um problema de saúde, só poderá pedir ajudar se tiver em local privilegiado.

Como disse a paraibana no seu discurso no Palácio do Planalto, a nova Lei vai tirar o Brasil do passado e trazê-lo para o ano de 2019.

Ao falar, o presidente Jair Bolsonaro disse que a lei vai permitir “um salto na questão das telecomunicações, e dessa forma podemos sonhar com um Brasil melhor. A comunicação é o nosso elo entre o presente e o futuro”. Já o ministro Marcos Pontes afirmou que “vai mudar a história do nosso País”.

A primeira paraibana está mostrando que não é o gênero, mas o compromisso que faz a diferença.

TORPEDO

"Nós esperamos que o acordo seja preservado para que os Estados possam receber os recursos, considerando que não houve apresentação de novos investimentos em função das limitações orçamentárias e financeiras do governo federal." Do governador João Azevedo, sobre a partilha dos recursos do pré-sal, que destina 15% aos Estados e 15% aos municípios, seguindo regras do FPE e FPM.

Do governador João Azevedo, sobre a partilha dos recursos do pré-sal, que destina 15% aos Estados e 15% aos municípios, seguindo regras do FPE e FPM.

Decidido. O ex-deputado Raoni Mendes (DEM) se lançou pré-candidato à prefeitura de João Pessoa. Via redes sociais, afirmou que disputará eleições de 2020, que está pronto para a missão e ouvirá cidadãos.

Exemplo. Laissa Polyanna tem apenas 12 anos mas já é conhecida como “Laissa Guerreira”. Tem Atrofia Muscular Espinhal (AME) e virou ativista da causa. Receberá Medalha de Honra ao Mérito da Câmara de Campina.

Exemplo 2. A presidente da Câmara, Ivonete Ludgério propôs a homenagem, marcada para amanhã, às 19h. Laissa já esteve no Senado, defendendo o fornecimento regular do remédio Spinraza e emocionou os presentes.

Sem noção. O ex-vereador de Cuité, Marcos Vinícius Inácio de Andrade Silva foi condenado a pagar a quantia de R$ 15 mil pela publicação de um vídeo, em redes sociais, com comentários indignos contra a mulher.

Respeito. A decisão, da 4ª Câmara Cível, teve como relator o desembargador Fred Coutinho. Ele ressaltou que a igualdade de gênero é um dos pilares para construção de uma sociedade verdadeiramente justa e democrática.

ZIGUE-ZAGUE

O ministro Vital do Rêgo Filho suspender liminarmente a veiculação Ada campanha publicitária do pacote anticrime de Sérgio Moro. O caso vai ao Pleno do TCU hoje.

O relator da CPI do BNDES está propondo, no seu relatório final, o indiciamento de Lula e Dilma e mais 71 por formação de quadrilha e corrupção passiva.

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