domingo, 16 de junho de 2019

Lena Guimarães
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Moro em 1° lugar

05 de abril de 2019
Durante anos não deu entrevistas. Só falava nos processos. Foi o suficiente para conquistar o respeito do Brasil. A forma como Sérgio Moro conduziu a Lava Jato na 13ª Vara Criminal de Curitiba, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, mostrou que a lei pode, sim, valer para todos, desde um ex-presidente popular como Lula da Silva, até os mais ricos empresários do País, se o juiz não for corrupto.

Quando aceitou assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública do governo Bolsonaro, passou a falar e incomodar muitos políticos. O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, chegou a rotulá-lo de “funcionário” do Presidente da República, numa tentativa de diminuí-lo.

Moro relevou em favor da proposta anticrime, especialmente corrupção, que está no Congresso, onde não são poucos os que tremem com a possibilidade da criminalização do Caixa 2 e a defesa do cumprimento de pena de prisão após condenação em 2ª Instância.

A resposta a Rodrigo Maia foi dada pelos brasileiros, que em pesquisa do Atlas Político para o El País, colocaram o ex-juiz e atual ministro como a figura mais popular do Brasil, com 61,5% de avaliação positiva, ou 12 pontos percentuais a mais do que o 2° colocado, o presidente Jair Bolsonaro, que atingiu 49,5%. O 3° lugar ficou com o ministro Paulo Guedes (Economia), com 39,1%, mesmo tendo assumido a defesa da reforma da Previdência.

O ex-presidente Lula da Silva, que chegou a comparar sua popularidade a de Jesus Cristo, ainda atingiu 30,9% de positivo (metade da aprovação de Moro), mas somou 59,5% de negativo. O seu candidato a presidente, Fernando Haddad, conseguiu 26,8%.

Diretor do Atlas Político, o cientista político Andrei Roman explica que tudo o que Moro vem fazendo como ministro ajudou a preservar sua imagem. Cita como exemplo o pacote anticrime.

A conscientização sobre os danos da corrupção, sobre os malefícios da política do “rouba, mas faz” levou o eleitor a aposentar muitos caciques. E no contraponto, a reconhecer quem mostrou compromisso com o País. Sérgio Moro virou símbolo do Brasil desejado. Por isso o 1° lugar.

TORPEDO

"Fiz questão de dar meu voto pela aprovação da chamada PEC do Orçamento Impositivo. Com a PEC, a liberação de recursos para os Estados deixa de ser ato de barganha política que tanto respalda a submissão do Legislativo ao Executivo e alimenta a corrupção", do senador José Maranhão, para quem a PEC vai agilizar liberação de verbas decididas pelas bancadas para projetos importantes nos Estados.

Custo da... O deputado Pedro Cunha Lima continua pregação a favor da redução do custo da máquina pública, a começar pela Câmara. Diz que “autoridade existe para reduzir desigualdade social, e não para fazer parte dela”.

... máquina. “Discutimos impor sacrifícios ainda maiores na vida de quem já vive um drama social (aposentadoria rural), mas ninguém fala em reduzir o custo da Câmara ou outros órgãos do Poder Público”, lamenta o deputado.

Na rua. Entidades da Polícia e Bombeiros Militares já mobilizam para assembleia e ato público, dia 17, em defesa do cumprimento de decisão judicial transitada em julgado que concedeu bolsa desempenho aos inativos.

Na rua 2. Ainda na pauta, o efetivo policial de apenas nove mil militares ou 50% do que seria ideal, promoções, transferências indevidas e paridade entre ativos e inativos. É categoria forte que propõe diálogo ao governo.

Segurança... O presidente Jair Bolsonaro anunciou pelo Twitter que o Centro de Testes de Tecnologias de Dessalinização, instalado em Campina, está pronto para entrar em operação. O deputado Tovar Correia Lima comemorou.

... hídrica. “O centro vai testar tecnologias e aferir o gasto de energia, custo de manutenção, a vazão de água e assim por diante” explicou Tovar, destacando sua valia em razão do processo de desertificação na Paraíba.

ZIGUE-ZAGUE

< O advogado Rodrigo Toscano de Brito vai falar sobre “Lei dos Distratos” no I Colóquio de Direito Imobiliário, quarta-feira, na Escola Superior da Magistratura

>É a primeira edição do Café Jurídico e contará ainda com palestra do procurador Alexandre Barbosa da Silva, autor do livro “Propriedade sem registro”.

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