sábado, 20 de outubro de 2018

Roberto Cavalcanti
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Missão cumprida

06 de outubro de 2018
Eu cumpri minha missão. A caminhada que fiz para chegar a este dia e as escolhas possíveis diante das opções disponíveis foram pautadas no equilíbrio e no otimismo que tento preservar em relação ao futuro do Brasil.

Os últimos quatro anos foram de muitas provações para nós, brasileiros, principalmente para os empresários. Pouco tempo depois de iniciado o novo mandato presidencial, em janeiro de 2015, fomos impactados com anúncio de medidas para combater a crise, cuja dimensão ainda desconhecíamos.

Sob o pretexto de aumentar a arrecadação e atingir ajuste fiscal, o governo aumentou PIS/Cofins e voltou a cobrar a Cide sobre os preços dos combustíveis; elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 1,5% para 3%; alterou alíquotas de IPI; aumentou o percentual de contribuição sobre faturamento em relação aos encargos previdenciários da folha e o IR sobre ganhos de capital.

Enquanto se discutia o tamanho do rombo nas contas públicas e o estelionato eleitoral – na campanha tinham prometido o contrário do que foi feito -, os resultados das investigações da Lava Jato começaram a ser revelados, seguidos do debate sobre o impeachment e a posse do vice.

A expectativa dos brasileiros de um tempo de paz e de retomada do crescimento foi frustrada mais uma vez, com novas e consistentes denúncias, que não conseguiram derrubar o governo, mas comprometeram seu desempenho. Ao invés da recuperação da economia, tivemos aumento no desemprego e paralisação no mercado.

Em meio a tudo isso, a força-tarefa da Lava Jato aponta um ex-presidente como o grande chefe do que chamou de “propinocracia”, ou “governo regido pelas propinas”.

Na sequência, assistimos ao crescimento da divisão do Brasil, que teve como ponto alto a condenação e prisão do ex-presidente, as tentativas de mudar a decisão, a suposta candidatura e, finalmente, o lançamento de um preposto.

Impossível esquecer o atentado contra o candidato que se apresentou como contraponto, sustentando que honestidade é obrigação, que lugar de bandido é na cadeia, que a lei deve ser aplicada igualmente para ricos e pobres, frágeis e poderosos.

A polarização prejudicou as chances de outros candidatos, alguns com propostas elogiáveis. As pesquisas mostram que só dois têm chances reais de chegar a um segundo turno. De um lado, o que anuncia seu compromisso com valores cristãos, com a defesa da família e com um programa econômico liberal. Do outro, o que promete a volta do modelo de governo anterior.

O acirramento é tamanho que um grande empresário, dono de uma das maiores redes de lojas de departamento do Brasil, foi proibido pela Justiça do Trabalho de reunir e falar com seus empregados sobre suas expectativas para o Brasil diante de uma vitória dos principais candidatos. O ato foi rotulado de “assédio moral”.

Diante das opções, eu escolhi a esperança de um Brasil com princípios que sejam alicerces para um futuro com desenvolvimento e oportunidades para todos. Uma sociedade que respeite as diferenças, que valorize e apoie o que é certo.

Esse pensamento fundamentará todas as minhas escolhas, seja para a Presidência, o Senado, a Câmara Federal, a Assembleia e o Governo da Paraíba.

Eu escolhi o meu caminho. O meu caminho é o do bem. Eu prefiro o risco de votar em pessoa sobre a qual tenha dúvida, mas não posso é escolher alguém sobre quem já tenho certeza que não tem as virtudes que considero fundamentais.

Eu voto no sonho!

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